Prédio da Casa da Cultura, antigo Grande Hotel de Pará de Minas

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                                                                                                             Por Ana Maria Campos*

               

                    O prédio da atual Casa da Cultura foi construído pela Companhia Melhoramentos de Pará de Minas por iniciativa de Torquato Alves de Almeida objetivando dotar a cidade de um bom hotel. Seria o Grande Hotel de Pará de Minas para atender a demanda local e da região.
                    A construção teve início em 1922 e o responsável pela majestosa obra foi o construtor Amedeo Celso Grassi com a supervisão de Francisco Torquato de Almeida Júnior, o Chiquinho Torquato, Diretor Gerente da Companhia Melhoramentos. O prédio de Amedeo Grassi é uma edificação de proporções relativamente monumentais, dada a sua  grandiosidade arquitetônica. Os dois pavimentos de que é composto o edifício, definem os vãos de registros referenciados pelas linhas ecléticas que mesclam o Neoclássico quase absoluto com outros Nichos Arquitetônicos e Históricos, desde esse universo, passando pelo Barroco, até a afirmação do próprio estilo, num ecletismo equilibrado (1).(Fonseca Filho, 1998)
                   As portas e janelas foram feitas por um carpinteiro espanhol que residia aqui, sr. Moreira. Para a pintura dos painéis que decorariam o grande salão de jantar buscou-se em Itaúna, cidade vizinha, o artista Otávio Salon (2). A grande escadaria, toda em madeira com corrimões torneados, ligando o térreo ao pavimento superior foi executada pelo marceneiro italiano Santiago Constantino Cáffaro, também aqui residente (3).
                    A construção prolongou-se até 1924. No dia 02 de julho de 1924 o Grande Hotel foi festivamente inaugurado, sendo paraninfo o Diretor da Estrada de Ferro Oeste de Minas, engenheiro José de Almeida Campos Júnior, que trouxe com ele uma grande comitiva. O Vigário Padre José Pereira Coelho oficiou as bençãos das dependências do prédio, acompanhado pelo Padre Archangelo Ordine. Uma farta mesa de finos doces, vinhos e licores foi oferecida aos presentes, tendo o Padre José Pereira Coelho discursado em nome da Companhia Melhoramentos Pará de Minas, saudando o Dr. José de Almeida Campos Júnior e esposa, tendo este retribuído em elogiosas palavras a iniciativa da empresa Melhoramentos. Finalmente, usou da palavra Torquato de Almeida que, depois de referir-se à ação eficiente do Dr. Almeida Campos Júnior, Dr. João Baptista de Almeida e  Dr. Pedro Magalhães, respectivamente diretor, chefe do tráfego e chefe da  locomoção da Estrada de Ferro Oeste de Minas, fez a apresentação do sr. Lino Amadeu Bastos, gerente do Grande Hotel ora inaugurado. Lino Amadeu possuía grande experiência, pois havia sido funcionário do Grande Hotel de Belo Horizonte. À noite, às 20 horas, teve início um grande banquete em um dos salões do edifício, tendo no terraço do jardim, contínuo ao salão do banquete, magnífica orquestra sob a regência de Pedro Rodrigues de Oliveira.
                   Nas semanas seguintes à inauguração foram instalados no pavimento térreo do prédio, uma barbearia, um bar (no salão à direita do edifício) e um salão destinado aos jogos de bilhar e pôquer. No dia 11 de julho foi inaugurada por iniciativa do gerente Lino Amadeu Bastos, uma agência de loterias denominada “A Agência da Sorte”.
                     O Grande Hotel de Pará de Minas possuia  40 quartos caprichosamente mobiliados e com ótimas instalações de água, luz, e campanhia elétrica, luxuosos salões de visita e jantar, além de salões destinados a restaurante, jogos de bilhar, poquer e agência de loterias, e uma área ajardinada no interior de prédio. Era localizado o importante restaurante com irrepreensível serviço de bar no salão de entrada do prédio, guarnecido de vistosa mobília de vime, da qual se achava também guarnecido o terraço e área ajardinada destinados aos hóspedes e famílias. O restaurante foi inaugurado em 14 de julho, funcionando diariamente no período das 6 horas à meia noite.
                      Foi previsto pela administração do Grande Hotel de Pará de Minas para o mês de setembro do mesmo ano de 1924,  instalar no salão nobre do edifício magnífico aparelho de Rádio-Telephonia, que transmita e amplie notícias comerciais e da bolsa, discursos parlamentares, óperas, músicas, etc., de Belo Horizonte, Rio e Buenos Aires.
                     As instalações do Grande Hotel de Pará de Minas o colocaram entre os grandes e confortáveis hoteis de Minas Gerais e a expectativa era que atraísse visitantes da região e ainda do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, entre outras cidades.
                    Os primeiros hóspedes do Grande Hotel de Pará de Minas foram o engenheiro Clarindo Gonçalves Moreira; acadêmico Olavo Baeta; agricultor Manoel F.e Souza; viajantes Oscar de Oliveira, João Rosa Teixeira, Alfredo Cordeiro, Luiz Greco, Raphael Cantisani Greco, José Paixão; veterinário Washington Lana e esposa; barbeiro José de Oliveira; comerciante Eneas Gontijo e família.
                   Quase quatro anos após a inauguração do Grande Hotel, em 20 de março de 1928,  o prédio recebeu o Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Presidente do Estado de Minas Gerais, e comitiva, que em visita à cidade foi lá recepcionado pela municipalidade com um lauto banquete em um dos salões do prédio. Entretanto, o funcionamento do Grande Hotel estava muito aquém do esperado e a manutenção dele era cara, situações que levaram ao fechamento dele no mesmo ano de 1928.
                    A crise econômica mundial atingiu também a economia brasileira, e a Companhia Melhoramentos havia sido fortemente afetada. Assim sendo, os diretores intercederam junto às autoridades estaduais, e conseguiram que o Estado, ainda na presidência do Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, adquirisse o prédio, proporcionando a recuperação financeira da Companhia Melhoramentos, que passou a atuar no setor têxtil. A compra foi efetuada em 12 de dezembro de 1927, de acordo com a escritura lavrada às folhas 42 a 44 do livro 94 do Cartório do Primeiro Ofício de Notas de Belo Horizonte, devidamente transcrita sob o número 159, folha 151, livro 3-F, no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Pará de Minas a 27 de dezembro de 1929, dados coletados na folha dois da escritura de doação do prédio à Prefeitura de Pará de Minas, em 17 de outubro de 1984.
                   Aos 25 de abril de 1931 o Prefeito Dr. Benedito Valadares Ribeiro recebeu as chaves do próprio estadual em que funcionou o Grande Hotel de Pará de Minas, entregues pelo coletor estadual José Vicente Marinho por determinação do diretor da contabilidade da Secretaria de Finanças do Estado de Minas Gerais, para nele funcionar o Ginásio Municipal São Geraldo. A partir desta data o prédio ficou aos cuidados da municipalidade, que o cedeu   para vários usos: Ginásio Paraense, em 1931, quando encerrou suas atividades; Ginásio Municipal São Geraldo, de 1932 a 1941, quando transferiu-se para Divinópolis; Ginásio São Francisco –   Departamento Masculino e Departamento Feminino, em 1942, ocupando-o até conseguir sede própria, tendo o Departamento Masculino o ocupado somente um ano, pois, já em 1943 transferiu-se para o prédio que acabara de ser concluído na Avenida Presidente Vargas. O Departamento Feminino lá ficou até ser concluída a sua sede própria no Bairro da Várzea, fato ocorrido no final de 1948.
                 Em 1949, de 31 de agosto a 04 de setembro, o prédio sediou a primeira Exposição Agro-Industrial Regional de Pará de Minas, com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e Prefeitura Municipal, participação dos municípios vizinhos e da Escola Média de Agricultura de Florestal, ocasião em que recebeu o Governador do Estado Milton Campos e comitiva, Deputados Federais Benedito Valadares e Juscelino Kubitschek, entre outras autoridades.
                A Delegacia Fiscal das Rendas Estaduais que chegava a Pará de Minas, foi lá instalada no térreo em 30 de setembro de 1951. E até dezembro de 1951, o prédio também esteve ocupado pela CAP – Circunscrição Agro-Pecuária de Minas Gerais, que utilizava apenas dois salões do andar térreo como depósito de adubos. A partir dessa época o prédio ficou desocupado até o início das obras de reparos e melhoramentos do mesmo promovidas pelo Estado de Minas Gerais.
                A grande reforma na edificação, sendo responsável técnico o engenheiro Ives Soares da Cunha, foram autorizadas em 19 de fevereiro de 1952 e teve a primeira medição efetuada em agosto de 1953. Na ocasião dessas obras, uma marquise foi construída na fachada principal e, aos poucos o interior dele foi sendo alterado para adaptar-se aos vários usos ao longo do tempo.
                Com a criação do Colégio Comercial Nossa Senhora da Piedade, em 02 de outubro de 1955, esta escola passou a ocupar o pavimento superior do prédio e lá permaneceu até 1970, quando se transferiu para o Centro Educacional Ministro Jarbas Passarinho, que acabara de ser construído na Rua Capitão Teixeira.
                 O pavimento térreo foi ocupado pela Estação Rodoviária quando ela foi instalada em 21 de julho de 1957, e lá permaneceu até a inauguração da sede própria na mesma Praça Torquato de Almeida, em 20 de setembro de 1969. A Associação dos Secundaristas de Pará de Minas – ASPM, de agosto de 1957 a setembro de 1959, também teve sua sede lá, assim como a Companhia Telefônica de Pará de Minas, de agosto de 1957 a setembro de 1958. Com as transferências desses órgãos, as Escolas Reunidas do Centro passaram a ocupar todo prédio durante o dia.
                O Ginásio Estadual Fernando Otávio lá foi instalado em março de 1966 e, no ano seguinte foi transferido para a sede atual na Avenida Presidente Vargas.
                O Colégio Normal Nossa Senhora da Piedade também lá funcionou quando foi criado nos idos de 1968 e lá permaneceu junto com o Colégio Comercial Nossa Senhora da Piedade até ser concluída as obras de construção do Centro Educacional Ministro Jarbas Passarinho, quando para lá transferiu-se em 1970.
                Em 1971 foi a vez do Ginásio Vicente Porfírio que passou a funcionar nas dependências do prédio até ser transferido para o Asilo Padre José Pereira Coelho, atual prédio da Fapam – Faculdade de Pará de Minas. Ainda na década de 1970, o Prefeito Walter Martins Ferreira adaptou os fundos do prédio para receber o Lions Club e Rotary Club, clubes de serviços, cujo acesso ao salão de jantar, cozinha e salas era feito pela entrada lateral esquerda do prédio. Em 1976 o Coral Nossa Senhora da Piedade também ocupou uma das salas do prédio.
               Outras entidades ocuparam igualmente o espaço e, em 1978 lá se encontravam o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Superintendência da Merenda Escolar; Escritório da Cerita – Cooperativa de Eletrificação Rural; Banda de Música Municipal; Posto Regional do Ministério do Trabalho; Posto do Ministério da Agricultura; Liga Esportiva; Rádio-Telégrafo Estadual; Associação dos Motoristas; Grupo Bandeirantes;  Associação Recreativa dos Professores Paraenses – ARPPA;  Grupo Recreativo Escola de Samba Araras; Academia de Taekwondo; Bazares Beneficentes, entre outros.
               Por não ser próprio municipal, a Prefeitura pouco se interessou com os problemas de sua conservação, bem como as entidades que o ocuparam e que nem aluguel pagavam.
               Em 1984, já em lastimável estado de conservação, o Estado doou o prédio à municipalidade, durante a gestão do Prefeito Antônio Júlio de Faria, por força da Lei Estadual Nº 8.665, de 19 de setembro de 1984, sendo Governador de Minas Gerais Hélio Garcia. A doação foi  efetivada graças ao empenho dos Deputados Estaduais Geraldo da Costa Pereira e Antônio Faria. A escritura pública de doação que o Estado de Minas Gerais outorgou à Prefeitura de Pará de Minas é datada de 17 de outubro de 1984, lavrada no Cartório do 6º Ofício de Notas, Tabelião João Teodoro da Silva, Belo Horizonte/MG.
               A Prefeitura de Pará de Minas, após desocupar o prédio, iniciou as obras de recuperação dele. Quem dirigiu os serviços de restauração foi a arquiteta Maria Cristina de Melo Aguiar, com assessoria técnica do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de MG – IEPHA. As obras, por serem difíceis e caras, arrastaram-se a partir de 1986. Em 12 de junho de 1991, por força da Lei Municipal Nº 2.741, artigo 2º, o prédio ficou denominado “Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira”.
                A edificação como Casa da Cultura, mesmo não estando totalmente pronta, foi inaugurada em 17 de setembro de 1993, durante a administração do Prefeito Silésio Mendonça. Já estava sendo  utilizada desde maio desse ano (1993) pelos órgãos municipais: CIEF – Centro Interescolar de Ensino Fundamental, Biblioteca Pública Prof. Mello Cançado, e pela Secretaria Municipal da Cultura, que havia sido  instalada pela administração Silésio Mendonça.
               Externamente o prédio apresentava-se com suas características originais, excetuando-se a marquise. Internamente, ele sofreu outra adaptação com a transferência do Ensino Supletivo para lá e a instalação da Brinquedoteca, passando então a ocupa-lo: Biblioteca Municipal,  CIEF – Centro Interescolar de Ensino Fundamental, Secretaria Municipal da Cultura, Brinquedoteca e Ensino Supletivo.
               Exposições de Arte, lançamentos de livros, recitais, entre outras manifestações culturais e artísticas da comunidade e da região tornaram-se constantes na sede oficial da Cultura de Pará de Minas, a partir da instalação da Secretaria Municipal de Cultura nas dependências do prédio.
               Em 2001 a edificação sediou também o Centro da Juventude, inaugurado em 23 de abril, destinado a jovens com idade entre 15 e 24 anos, oferecendo aprimoramento profissional e técnico na área de informática, facilitando-lhes o acesso ao mercado de trabalho.
               O prédio foi tombado pelo Município pelo Decreto Nº 2.768, de 13 de abril de 1998. Com a Lei Municipal Nº 3.788, de 27 de junho de 2000, passou a denominar-se “Centro Cultural Deputado Antônio Júlio de Faria”.
               Em 21 de março de 2011 foi inaugurado nas dependências da Casa da Cultura o Arquivo Público Municipal de Pará de Minas – APMPM, que por força da Lei Municipal Nº 5.274, de 1º de dezembro de 2011, ficou denominado Arquivo Público Municipal Mário Luiz Silva, homenagem ao  conterrâneo pesquisador, memorialista, escritor e farmacêutico.
               Em 03 de dezembro de 2012 foi inaugurado nos fundos do prédio o Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida, cuja entrada é pela lateral esquerda da edificação.
               Em janeiro de 2015 o prédio foi desocupado e, na segunda quinzena, foram iniciadas grandes obras de reformas e melhorias, projeto da arquiteta Isabel Garcia Neto, durante a segunda administração Antônio Júlio de Faria. O Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida, cujo projeto é também da arquiteta Isabel Garcia Neto, foi integrado à Casa da Cultura, um elevador para acesso ao pavimento superior foi colocado, e ainda cobertura de vidro no pátio interno, pintura em todo o prédio, entre outras importantes melhorias. As obras de adequação e reforma do histórico prédio da Cultura de Pará de Minas, com a integração ao Teatro Municipal, foi possibilitada por verba do Deputado Federal Eduardo Barbosa no valor de R$453.375,00 com contrapartida da Prefeitura no valor de R$76.109,93 , totalizando R$529.484,93 (quinhentos e vinte e nove mil, quatrocentos e oitenta quatro reais, noventa e três centavos).

                A reinauguração da Casa da Cultura – Centro Cultural Deputado Antônio Júlio de Faria  aconteceu na noite da quinta-feira, 29 de outubro de 2015. Participaram da cerimônia autoridades políticas locais e da região, prefeitos, vereadores, secretários municipais, deputado federal Eduardo Barbosa – autor da emenda parlamentar que garantiu os recursos para as obras de melhorias do prédio – , o secretário de estado da cultura Angelo Oswaldo de Araujo Santos, o superintendente da Caixa Econômica Federal, Marcelo Ângelo de Paula Bonfim, a classe artística e os mais variados segmentos sociais, culturais e educacionais da população. O momento também foi para celebrar as novas cores das pinturas dos cinco prédios que compõem o complexo turístico da praça Torquato de Almeida, que teve como padrinho do projeto, o cantor Marcelinho de Lima, em uma parceria com a Tintas Coral, por meio do projeto “Tudo de Cor pra Você”. Após as bençãos do Padre Ydeci Ferreira, a população pode conferir todas as instalações internas. A Banda de Música Lira Santa Cecília recepcionou os convidados e a população. O ator Rony Morais foi o anfitrião, conduzindo os presentes com o seu trompete na companhia do também ator Lucas Fernandes a conheceram o espaço interno.No interior da Casa da Cultura, os visitantes puderam ver a Exposição do Museu Histórico de Pará de Minas sobre a Casa da Cultura, a exposição sobre os escritores pará-minenses, o duo musical de Fábio Pereira e Gustavo Ferreira, que receberam os visitantes na Brinquedoteca e logo após seguiam para o Teatro Municipal, aonde foram realizadas várias apresentações, dentre elas, o Grupo Iluminart, com o espetáculo ‘Chegar Poético’, a cantora Júlia Rocha – sucesso do The Voice Brasil – o pianista Antoniel Henrique Campos, que tocou no novo piano de cauda, números de dança da Academia Inês Missaka e o grupo de capoeira Maculelê. A festa de inauguração foi encerrada com um coquetel para os presentes com apresentação de malabaristas do grupo Inimaginável de Belo Horizonte, e instrumental dos músicos Fernando Stringhetta e Ricardo Rodrigues. Foram parceiros da reinauguração da Casa da Cultura as empresas Algar Telecom, Faculdade de Pará de Minas – Fapam, Siderúrgica Alterosa,Tintas Coral, Luidar Tintas, além de Paulo Melo Franco, Adalberto Campos, Ângelo Cáffaro e Wilson Júnior, membro do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Pará de Minas e curador do evento.
                 A inauguração de tão significativas obras de reforma e melhoria do prédio da Casa da Cultura ficará marcada na história cultural de Pará de Minas.



Fontes:
(1) FONSECA FILHO, Oswaldo. Casa de Cultura, texto produzido para o processo de Tombamento Municipal do prédio, 1998.
(2) LOPES, Valéria de Melo Nunes. Identificação, Histórico, Análise do Prédio do Grande Hotel. Agosto/1985.
(3) Depoimento de Terezinha Cáffaro Almeida, filha do marceneiro italiano Santiago Constantino Cáffaro, a Ana Maria Campos, em 28.01.1998.
 – SILVA, Mário Luiz. Monografia: Casa da Cultura. 1991.
 – Jornal Ideias, edição 12/1984; Nº VIII; Artigo Prédio útil, de Mário Luiz Silva.
 – Jornal Gazeta Pará-minense, 22.05.1992, artigo As obras do prédio que abrigará o futuro Cief JK (ex-Palácio da Cultura) tiveram início há 72 anos; Texto de Mário Luiz Silva.
 – Jornal do Pará, 04.05.2001.
 – Jornal Pará de Minas, edição de 13.01.1923, Nº 217, artigo Inauguração do Melhoramentos Hotel, pág. 1.
 – Jornal Pará de Minas, edição de 06.07.1924, Nº 240, artigo Inaugurado o Grande Hotel, achando-se instalado em sumptuoso predio especialmente construido pela Comp.    Melhoramentos Pará de Minas, pág. 1.
 – Jornal Pará de Minas, edição de 13.07.1924, Nº 241, artigo Está Funccionando o Grande Hotel de Pará de Minas, pág. 1.
 – Lei Estadual Nº  8.665, de 19 de setembro de 1984.
 – Decreto Municipal Nº 2.768, de 13 de abril de 1998.
 – Lei Municipal Nº 2.741, de 12 de junho de 1991.
 – Lei Municipal Nº 3.788, de 27 de junho de 2000.
 – Lei Municipal  Nº 4538, de 24 de outubro de 2005.
 – Termo de recebimento do prédio em que funcionou o Grande Hotel arrendado à Prefeitura pelo Governo do Estado. 25.04.1931 (Documento Muspam C-87).
– Escritura Pública de Doação que o Estado de Minas Gerais outorgou à Prefeitura de Pará de Minas, datada de 17 de outubro de 1984, lavrada no Cartório do 6º Ofício de Notas, Tabelião João Teodoro da Silva, Belo Horizonte/MG (Documento Muspam C-88).
- http://www.acervosetop.mg.gov.br/modules/acervo/brtacervo.php?cid=4318, acesso em19.10.2015
- http://www.acervosetop.mg.gov.br/modules/brtdocs/photo.php?lid=333198, acesso em 19.10.2015
- http://www.acervosetop.mg.gov.br/modules/brtdocs/photo.php?lid=333224, acesso em 19.10.2015                                                   - http://www.acervosetop.mg.gov.br/modules/brtdocs/photo.php?lid=333249, acesso em 19.10.2015
- http://www.parademinas.mg.gov.br/noite-de-festa-na-reinauguracao-da-casa-da-cultura/ acesso em 10.11.2015                               - Fotos: arquivo Muspam


                                                                                                                                                          

                                                                                                                                     Em 19.10.2015 e atualizado em 10.11.2015.

*Ana Maria de Oliveira Campos é pesquisadora da história de Pará de Minas e dirige o Museu Histórico Municipal.


Postado em 25.10.2015