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Histórico (Síntese)

A origem de Pará de Minas está ligada ao deslocamento de aventureiros e bandeirantes à procura de ouro e pedras preciosas, no final do século XVII. O Município surgiu com a descoberta das minas de Pitangui, local que se tornou centro de migração e riqueza na área compreendida entre os rios Paraopeba, São João e Pará.
Havia um ponto de pouso situado às margens do Ribeirão Paciência, onde muitos se fixavam dedicando-se ao trato da terra e à criação de animais. Segundo antigos relatos, entre os que permaneceram no local estava o mercador Manuel Batista, apelidado de “Pato Fofo”, em virtude de seu peso excessivo e de sua baixa estatura. 
Manuel Batista estabeleceu-se em uma fazenda que passou a explorar, e sua fama logo alcançou outros domínios da região. A casa onde residiu é considerada a primeira residência construída na cidade e, atualmente, abriga o Museu Histórico de Pará de Minas. Em decorrência da alcunha de Manuel Batista, o local ficou conhecido como Patafufio ou Patafufo, corruptelas de “Pato Fofo”.
Atualmente, com aproximadamente 95 mil habitantes, Pará de Minas exemplifica perfeitamente o ideário da mineiridade. Ao mesmo tempo em que tem conservada sua memória histórica, o Município projeta-se no cenário estadual pelo seu progresso e potencial de desenvolvimento. O Município é composto por sete distritos: a sede, Ascensão, Bom Jesus do Pará, Carioca, Córrego do Barro, Torneiros e Tavares de Minas.
 

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE PARÁ DE MINAS
                               Por Ana Maria Campos

                  Os primórdios da povoação que deu origem a Pará de Minas remontam ao final do século XVII, época em que o fluxo das bandeiras paulistas tornou-se constante nessas paragens,  área compreendida entre os Rios Pará, Paraopeba e São João, devido à procura do ouro, que acabou sendo encontrado em maior quantidade em Pitangui. As terras pertenciam a Manuel de Borba Gato que, como Guarda-mor, as distribuiu em concessões para minerar. Entre a concessão das Minas do Morro do Mateus Leme e a concessão das Minas de Domingos Rodrigues do Prado, atual Pitangui, muitas fazendas originaram-se pois, paralelamente à mineração, desenvolveu-se a agropecuária.
O caminho de Pitangui assim foi estabelecido e muitos se deixaram ficar. Se o ouro o originou, foi o comércio que o solidificou. Um núcleo populacional foi se formando às margens do Ribeirão Paciência, onde havia um ponto de pouso para os viajantes. Nele, segundo a lenda,  fixou-se o mercador português Manuel Batista, apelidado de “Pato Fofo” em face de ser baixo e gordo e, por vaidade, aparentar grandes posses.
Manuel Batista se estabeleceu em uma fazenda que passou a explorar. A casa onde residiu é considerada a primeira edificação da cidade e hoje abriga o Museu Histórico de Pará de Minas. Em decorrência do apelido que Manuel Batista adquiriu, o lugar ficou conhecido como “Patafufio”ou “Patafufo”, corruptelas de “Pato Fofo”.
                   O marco oficial da história do município verifica-se pela elevação de Pitangui à categoria de Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui, em 06 de Fevereiro de 1715, uma vez que o povoado de Patafufo pertencia ao território de Pitangui.
                   A Provisão Episcopal de  02 de Julho de 1772 instituiu a  capela no lugar do Patafufio, da freguesia de Pitangui, com a invocação que escolheram os moradores e no sítio que marcou o Padre João Pimenta da Costa, como determinou a autorização do Bispado de Mariana.
                   O viajante mineralogista Dr. José Vieira Couto descreveu em seu relatório de 1801, que  Patafufo era um pequeno núcleo de povoação que cuidava de plantações e tecidos  de algodão: (...)nos dirigimos ao arraial de Patafufo, povoação de uma centena de fogos. Este arraial, algum dia mineiro, hoje tem achado melhor fortuna nas suas plantações e teçumes de algodões, por cuja causa ia em augmento, e se notavam a miudo muitas construções de novas casas.(...)
Os Mapas Paroquiais de 1826, indicam que a Vila e Freguesia de Nossa Senhora do Pilar de Pitangui compreendia oito capelas filiais, e dentre elas estava a de Nossa Senhora da Piedade de Patafufo, com 314 fogos(casas) e 1646 almas(habitantes).
Por volta de 1823 chegou o mestre-escola João Ezequiel Pereira para ensinar as primeiras letras ao sexo masculino, porque às mulheres se ensinava a coser, lavar, fazer rendas, etc. Em 27 de março de 1828 foi criada a primeira escola pública do curso primário no arraial do Patafufo e, em 27 de julho de 1830 foi nomeado o sr. Joaquim da Rocha Ribeiro para professor de primeiras letras.
Em 1832 o povoado de Patafufo já era curato, isto é, já era assistido eclesiasticamente por um Cura, Capelão. Nesse ano,1832, por Decreto Imperial, o Curato de Patafufio passou a integrar a Paróquia de Mateus Leme; em 1836, foi incorporado à Freguesia de Pitangui pela Lei nº 50, de 08 de abril. A Paróquia, com a denominação de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo, foi criada exatamente 10 anos depois, em 08 de abril de 1846, pela Lei nº 312.
                    Em 1848 o Presidente da Província de Minas Gerais, sr. Bernardino José de Queiroga, por Lei Provincial nº 386, de 09 de Outubro, elevou o arraial de Patafufo à categoria de Vila, com a denominação de Vila do Patafufio,  compreendendo o seu território e os de Santana do São João Acima, Mateus Leme, São Gonçalo e Santo Antônio do São João Acima. Pelo fato dos seus habitantes não terem construído os edifícios da Câmara, Conselho de Jurados e da Cadeia, conforme exigência da Lei 386, a Vila do Patafufio não foi instalada e, em 31 de maio de 1850, pela Lei Provincial Nº 472 ela foi suprimida, voltando o território a pertencer ao Município de Pitangui.
Satisfeitas as exigências legais, em 08 de junho de 1858, a Lei Provincial nº 882 veio restaurar a Vila, alterando também o seu nome para  Vila do Pará e o da Paróquia para Nossa Senhora da Piedade do Pará. A Vila do Pará foi instalada em 20 de Setembro de 1859 pelo Presidente da Câmara Municipal de Pitangui, Dr. Francisco de Campos Cordeiro Valadares. O primeiro Presidente da Câmara e Agente Executivo foi o Alferes Francisco de Assis dos Santos Reo, empossado no mesmo dia.
                     O nome Pará na lingua Tupi significa “o mar, águas todas colhe, o colecionador de águas”. Theodoro Sampaio acrescenta que é o "rio volumoso ou caudaloso". Pará, seria então o rio coletor do Centro-Oeste do Estado. O nome “Pará” homenageia o rio Pará, que banhava as terras do imenso município.
                     Em decorrência de acirradas disputas políticas entre os chamados “Cascudos” (Conservadores) e “Chimangos” (Liberais), a Lei Provincial nº 1889, de 15 de Julho de 1872, suprimiu novamente o Município do Pará, incorporando seu território ao de  Pitangui.
                     Dois anos depois, em 23 de Dezembro de 1874, a  Vila do Pará foi restabelecida pela Lei nº 2.081, ficando definitivamente seu território desligado de Pitangui. A reinstalação da Vila do Pará ocorreu em 25 de março de 1876, em sessão solene na Câmara Municipal, sendo empossado como Presidente da Câmara e Agente Executivo o Alferes Francisco Esteves Rodrigues.
                     Em 13 de novembro de 1891, pela Lei nº 11, foi efetivamente criada a Comarca do Pará, que foi instalada em 07 de junho de 1892.
                    A categoria de cidade foi alcançada em 05 de Novembro de 1877, com a Lei nº 2416, passando a denominação a ser  CIDADE DO PARÁ.
                    Por força da Lei nº 806, de 22 de Setembro de 1921, o município passou a denominar-se PARÁ DE MINAS*, nome que se estende à sua sede. Relembrando que esta denominação é devida ao maior rio que banhava o município, o PARÁ, cujo nome na língua tupi significa rio volumoso, o colecionador de águas; e “DE MINAS”, apenas um aditivo para distinguir o município mineiro do Estado do Pará.

FONTES CONSULTADAS:
.ALMEIDA, Theophilo de. História Antiga de Pará de Minas. De 1700 a 1859. Edições Mantiqueira. Belo Horizonte. 1959.
.ALMEIDA, Robson Correia de. Pará de Minas sua vida e sua gente. Indústrias Gráficas Vera Cruz. Belo Horizonte. 1ª. Edição. 1983.
. Provisão Episcopal, de 02 de Julho de 1772. Bispado de Mariana.
.SOARES, Monsenhor Vicente. A História de Pitangui. Belo Horizonte. 1972.
.MOURÃO, Maria da Graça Menezes. In: Centro-Oeste Mineiro - História e Cultura [Dalton Fernando de Miranda e Guaracy de Castro Nogueira, coordenadores]; Totem Centro Gerador de Cultura; Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira, Itaúna; Gráfica Formato, 2008, págs. 224:225
.Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Edição Comemorativa do 23º. Aniversário do IBGE. Planejada e orientada por Jurandyr Pires Ferreira. 1959.
.Leis mencionadas no texto.
. Município do Pará. IN: CAPRI, Roberto. Minas Gerais e seus Municípios. Pocai Weiss & Comp., São Paulo, SP, 1916.

*Mais informações sobre o nome Pará de Minas consulte também em http://www.muspam.com.br/index.php?option=com_content&;view=article&id=69:o-nome-para-de-minas&catid=36:textos&Itemid=89

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O Brasão de Pará de Minas

O brasão de Pará de Minas foi elaborado por Maria José A. Souza Carmo e Celma Rocha Pereira. O Brasão de uma cidade deve conter as suas características principais, além de refletir a postura, geografia e história. As autoras nos contam a simbologia empregada na sua elaboração:
1)Em ponta representa os três rios que deram origem à região: Pará, Paraopeba e São Francisco. Foi através deles que os bandeirantes tiveram acesso a formação do município.
2)No centro, à direita, está a cornucópia jorrando moedas, que simboliza não só a atividade do fundador Manoel Batista (Patofofo), como também a atividade do Município no decorrer de sua história.
3)No centro, à esquerda, está o triângulo eqüilátero, mostrando o Estado a que pertence o Município.
4)Em cima, à direita, temos a cruz com a toalha, que é o símbolo da padroeira da cidade: Nossa Senhora da Piedade.
5)Em cima, à esquerda, temos representados por estrelas, os sete distritos que compõem o Município: a sede, Ascensão, Bom Jesus do Pará, Carioca, Córrego do Barro, Tavares de Minas, Torneiros. O escudo assente sob a Coroa Mural, própria para os Municípios e Cidades e sobre louros significam glória, tendo sob estes a divisa com os dizeres: "Fé, Ação e Progresso".
A Lei Municipal Nº 2.215, de 19.06.1984, instituiu o Brasão de Armas do Município de Pará de Minas. A inclusão de estrelas correspondentes a novos distritos criados foi autorizada pela Lei Nº 4.151, de 12.12.2002, que acrescentou ao artigo 1º da Lei que instituiu o Brasão do Município o seguinte parágrafo único: A criação de Distrito do Município de Pará de Minas importará na modificação do Brasão de Armas, com a inclusão de uma estrela correspondente.
A Bandeira de Pará de Minas

A bandeira de Pará de Minas, de autoria do Cônego Gabriel Hugo da Costa Bittencourt, foi instituída pela Lei Municipal Nº 851, de 16.09.1965. O autor traduziu a simbologia nela contida: O vermelho simboliza o amor. É a parte vermelha da nossa bandeira. O branco é a paz. É a parte branca da bandeira. A cidade nasceu sob proteção de Nossa Senhora da Piedade. Esta aparece na forma de uma flor de lis. Em heráldica, a flor de lis simboliza Nossa Senhora. A missão de Nossa Senhora é nos unir no amor e na paz. Por isto, metade da flor de lis vermelha está no campo branco. A metade branca da flor está no campo vermelho. A roda dentada, geralmente preta, simboliza o trabalho. A flor é unida à roda. Isto significa a síntese de nossa história: a fé e o trabalho. Foi assim que construímos nosso destino: In Fide et labore. O latim, pela precisão de linguagem, é mundialmente usado para as inscrições e lemas. "In fide et labore", na fé e no trabalho. Foi assim que surgiu esse povo, repleto das bênçãos de Deus e do carinho materno de Nossa Senhora de Piedade.

Hino de Pará de Minas
Letra e música: Cônego Gabriel Hugo da Costa Bittencourt  
Canta o Coral Nossa Senhora da Piedade

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Há nas montanhas do Oeste
Uma terra altaneira, suave e feliz,
Onde serena e agreste
Toda a natureza encanta e bendiz.
Seus filhos cantam vitória
Trabalham e lutam com ardor varonil
Sempre nimbada de glória
Dos homens ilustres que dá ao Brasil.

Pará de Minas, Cidade Rainha
Vestida de verde, do verde das serras
Doiradas de sol.
Teu peito encerra a fé que é sacrário
De um divo arrebol.
Sinos, teares, entoam festivos
Sublime canção.
És minha terra encantada e feliz
Orgulho do meu coração.
 
Seu coração não descansa
Trabalha incessante, imitando o tear
Sempre guardando a lembrança
Das velhas cantigas a luz do luar.

E a doce Mãe da Piedade
Escuta dos filhos poemas de amor
Guarda em seu manto a cidade
Que cresce e prospera em virtude e valor. 

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Hino do Sesquicentenário de Pará de Minas
Autores: Dalva Frágola / Júlio Saldanha
Canta: Waldemiro Guimarães / Coral Nossa Senhora da Piedade

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Ah, quem dera o lendário fundador,
Num instante viesse comtemplar
A cidade em seu sesquicentenário
"Fé, trabalho" até aqui chegar.
Trilhos, trilhas pioneiras, hoje abrindo
Novos braços para a capital
Quantos filhos rompendo as fronteiras
Honrando o nome da terra natal.

Pará de Minas, "Patafufo de outras eras"
Pará de Minas, "nossa terra, és nossa vida"
Pará de Minas, "paraíso que sonhei"
Pará de Minas, "cidade rainha" sempre cantarei

Que outra "terra que dos sinos e teares"
Entre novos sons se faz lembrar?
Tão amada, entre tantos lugares
Cada dia mais a prosperar
Bariri, quanta vida e beleza
Pelas praças, gente a se encontrar
Lá do Cristo a cidade acesa
Entre as serras cresce sem parar

Pará de Minas, "Patafufo de outras eras"
Pará de Minas, "nossa terra, és nossa vida"
Pará de Minas, "paraíso que sonhei"
Pará de Minas, "cidade rainha" sempre cantarei

Pará-minense, patafufo, paraense
Canta hoje sua terra sua glória
quanta gente, mãos unidas, quantas mentes
mais uma marco em nossa história.

Pará de Minas, "Patafufo de outras eras"
Pará de Minas, "nossa terra, és nossa vida"
Pará de Minas, "paraíso que sonhei"
Pará de Minas, "cidade rainha" sempre cantarei

"Orgulho do meu coração"
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Hino à Nossa Senhora da Piedade [Padroeira de Pará de Minas]
Letra: Antônio Augusto Mello Cançado
Música: João Batista Lema (adaptação de um hino a São Geraldo) 
Canta: Coral Nossa Senhora da Piedade
 
 
 
 
 
 
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                           I 
 
À Senhora que é Mãe da Piedade
Eia, pois, vamos todos de pé
Consagrar para sempre a Cidade
Numa grande parada de fé.
 
                         II
 
Sob um sol flamejante de glória
Construímos os nossos destinos
Nossa terra já sua história
Nas canções dos teares e dos sinos.
 
                         III
 
A Paróquia é sinal de unidade,
Nossa vida resume por isto.
É, pois, justo que a nossa cidade
A celebre irmanada no Cristo.
 
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