O carnaval em Pará de Minas

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                                                                                         Ana  Maria Campos*

 

      O carnaval é uma festa popular, promovida nos três dias que antecedem a Quaresma, com interesses lúdicos: o disfarce, a dança, o canto e o prazer de certa liberdade de comunicação humana, inexistente ou grandemente refreada durante o ano.                                              
     A origem é obscura, sendo apenas provável que ele tenha raízes em alguma festividade primitiva, de feição religiosa, em honra ao ressurgimento da natureza com a volta da primavera. O carnaval – "primitivamente designativo da terça-feira gorda, tempo a partir do qual a Igreja católica suprime o uso da carne" – conforme Antenor Nascente, surgiu com a propagação do cristianismo e por força do seu calendário litúrgico (FREYRE; SOUTO MAIOR,1974). Encontramos na Enciclopédia Mirador Internacional a informação de que o vocábulo latim carnem levãre (carne levare com o infinitivo substantivado, “abstenção de carne”) documenta-se no latim medieval carnelevãrium, palavra do século XI-XII, que designava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, o dia em que se iniciava a abstinência de carne exigida pela Quaresma, o que corrobora a afirmativa anterior.                                                                                         
   O carnaval chegou ao Brasil por meio dos portugueses. Era conhecido como “entrudo” desde 1595 e compreendia os três dias que antecediam a quarta-feira de cinzas. No início, o “entrudo” consistia em atirar contra as pessoas ovos podres, fuligem, farinha de trigo, etc. Depois passaram a ser usados água, gomas, pós ou cal (que eram atirados por meio de bisnagas) e limões de cera. Posteriormente, foram usados água perfumada, vinagre, groselha ou vinho, sempre com a intenção de molhar ou de sujar uma pessoa desprevenida. Dom Pedro I e Dom Pedro II apreciavam bastante a brincadeira.
   Um novo elemento foi introduzido na folia no final da 1ª metade do século XIX: o “Zé Pereira” ou o tocador de bombo. A folia, em passeata pelas ruas, era animada com os sons de tambores e zabumbas.                                 

      No início do século XX, o corso já era um sucesso. Era a passeata em carros sem a capota de pano, em caminhões conduzindo os foliões fantasiados de pierrots, colombinas, que mexiam com os outros ocupantes dos veículos vizinhos e com os pedestres. Uma verdadeira batalha de confetes, serpentinas e lança-perfume acontecia durante os festejos.
       No trabalho acadêmico de Selma Peleias Felerico Garrini, encontramos a informação que foi em 1910 a primeira vez em que o Rei Momo foi representado no Brasil, tendo sido no circo pelo palhaço negro Benjamim de Oliveira, o nosso conterrâneo artista Benjamim, nascido na Fazenda dos Guardas.  Garrini estuda a figura do Rei Momo retratada pela imprensa brasileira no período de 1930 a 1945, tempo escolhido pelo fato de que em 1933 surgiu pela primeira vez, no Brasil, um Rei Momo de "carne e osso". O monarca deixou de ser representado por um boneco de papelão e passou a ter vida própria, reinando nos salões de baile, acompanhando os desfiles carnavalescos, enfim, comandando a festa, nos três dias de folia do ano. A mídia impressa tornou-se o foco principal desta pesquisa, porque foi em uma redação de jornal que foi escolhido o primeiro Rei Momo da nossa história. Em 1933, Francisco Moraes Cardoso, um redator de Turfe, que prontamente aceitou a ideia e passou a comandar o carnaval carioca, tornar-se-ia a primeira pessoa a encarnar o personagem carnavalesco dentro dos festejos no Brasil. (…).                
        Em Minas Gerais, podemos afirmar que o carnaval organizado se manifestou de forma espetacular e esplendidamente marcado por características barrocas em Vila Rica, em 1733, com o Triunfo Eucarístico: a festa de transladação do Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário para a do Pilar, que seria sagrada (RAPM, vol. 6, 1901). Não vamos nos esquecer das cavalhadas, que já eram um costume da população das Minas.

      E em Pará de Minas, o que já descobrimos sobre essa manifestação popular?
      No jornal Cidade do Pará (1904), artigo Horas Carnavalescas, assinado por Guedes Filho, noticia a festa de Momo em Pará de Minas, em fevereiro de 1904, aqui reproduzido, em virtude dos detalhes, com a grafia atual: “Aos urras entusiásticos da alegria, aos gritos calorosos da folia, ao gargalhar estridente da pandega, aos bravos constantes do festim, correm, fogem, espavoridos, o choro, a crise, a descrença, a dor, o sofrer, a miséria, e a humanidade irrequieta a rédeas soltas, em delírio, no universo inteiro, desde a grande Capital a mais humilde das cidades, edifica, ergue, levanta ao deus Momo altares, ante os quais, os reverentes e religiosos a essa ‘divindade’, em um mundo ideal e de fantasias, pulam, cantam, riem, folgam e dançam! … Carnaval! Tão tradicional quanto esquisita é essa homenagem Já consagrada pelos tempos e garantida até pelos calendários de todos os povos, de todas nações cultas e civilizadas!”
        Após a introdução, Guedes Filho relata as manifestações a Momo em Pará de Minas, na época ainda denominada Cidade do Pará, com o título “Tríduo de loucura – Foi depois de renhido e geral combate acre, para o qual a nossa lama, esquecendo a duradoura tristeza e o soluçar constante que são a nossa vida de sempre se atirara, alegre, em expansão desses três dias felizes, consagrados ao deus Momo; sim, foi depois de muito gozar, desse maravilhoso e admirável espetáculo, que nos fez olvidados do comprimir acerbo de nossos corações e das sempre reproduzidas agulhadas de dor que, ferindo, até nos mata; que os fortes e garbosos festejadores desse tríduo de loucuras e folias deram o ‘placot’ para o desfilar do  pomposo e belíssimo préstito carnavalesco pelas ruas e praças da cidade afora, levando a vanguarda de seus ricos estandartes, alegóricos e espirituosos carros, que trouxeram a Cidade inteira, em perenes e gordas gargalhadas. É-nos grato descrevê-lo: Do majestoso e belíssimo edifício do nosso Fórum, de cujas sacadas bronzeadas, pendiam florões e bandeirolas multicores, o préstito moveu o seu primeiro passo: 4 horas da tarde ecoavam do indiscepável [sic] regulador público lá do ereto e conservado torreão, aquele vizinho de tantos anos do campo santo que se destina aos empreendedores de viagens ao além, em cuja área sagrada os húmus fizeram brotar vigoroso e verdenegro jardim. Os foliões, precedidos de avulsos máscaras, subiram a praça Municipal [atual praça Afonso Pena], percorrendo a rua Santa Cruz [atual rua Major Manoel Antônio] onde, à frente da Coletoria Estadual, se construíra artístico coreto, que à noite, iluminado por faiscantes focos elétricos, fornecidos pela ligação no poste ali existente, foi ocupado pela valente banda musical São José; ganharam a praça da Independência e lá, bem perto do zelado e quase impenetrável bosque, que tão agradavelmente impressiona aos nossos visitantes, inúmeras e elegantes senhoritas trajando custosas toaletes, a renovar as batalhas de confetes e bisnagas; desceram a rua Barbosa da Silva [atual rua Antônio Novato]e foi esse o trajeto de menos expansão devido aos gritos ensurdecedores dos loucos que se acham recolhidos no Hospital de Alienados; chegando à rua Direita, (oh, que gosto!) onde tudo estava preparado a capricho, houve pequeno incidente – um grupo de fêmeas de boi, nas imediações do espaçoso prédio do Correio, por um triz, ia atirando por terra um dos carros da comitiva, justamente o de desenhos mais finos e espirituosos, confiados ao pincel de genial artista desta terra, para o que nosso amigo Luiz Orsini forneceu alta dose de quilos de superior anil da sua conhecida e importante fábrica; foram rua Direita afora e, pela planície da do Batatal [atual rua Tiradentes], ganharam a vastíssima praça do Rosário, a qual, apenas a escuridão da noite submergira a Cidade, se apresentou lateralmente clara pela excelente iluminação Municipal; dois passos andados, eis os festejadores do Momo na não menos vasta e bela praça Afonso Pena [atual praça Cel. Francisco Torquato] – que não deixa nada a desejar, quer em iluminação, quer em enfeites, e até mesmo em seu olor embriagante, preparativo, em que outras ruas a suplantaram; tomaram, a fim de fechar o círculo no largo da Matriz, a travessa das Flores [atual praça Pedro Nestor]; o nosso Recreio [Recreio Dramático, teatro], bem iluminado, cujos camarotes já estavam ocupados por diversos cavalheiros e gentis senhoritas da Capital Federal, em Belo Horizonte, os quais pela estrada de ferro, melhoramento que devemos ao distinto amigo Dr. Ferreira e Melo, vieram assistir aos nossos festejos carnavalescos, hospedando-se eles no palacete, sem rival, que em boa hora, edificou aqui o amável Abílio Amarante. Houve folguedos e danças até quase ao romper da aurora. O teatro apresentava-se galhardamente enfeitado só com flores naturais do jardim, tão bem plantado da Câmara Municipal, entregue ao bom gosto do seu contínuo. Entre os carros de críticas, que nos arrancaram intermináveis gargalhadas, merece menção, o que para orgulho da nossa comarca, trazia diversos produtos das nossas indústrias e arte, como sejam: a borracha do Torquato, a manteiga do Josias, os tecidos de seda do Lindolfo, a aritmética do Bambirra, a máquina para arroz do Augusto Lage e outros artefatos que vão ser remetidos à Exposição Permanente, criada a esforços do Dr. Bernardo Pinto Monteiro, para cuja manutenção, generosamente em 1903, as nossas companhias – Jornalísticas Paraense – Cosmorama – Industrial Pequiense e Anileira – abriram mão de seus animadoes dividendos. … E… eis aí, amigo leitor, uma singular homenagem prestada ao deus da loucura, um variado carnaval, onde não tivemos intenção de ofender a uma só pessoa, sonhado por um dos nossos distintos auxiliares, numa dessas noites felizes, em que, sempre, os olhos são maiores que o estômago… Pedindo, pois, desculpa, leitor, sabe o que apenas nos foi dado nesse tríduo de folias? Só: chuva de deveras e de brinquedo, raros confetes e...”. O relato de Guedes Filho encerra-se aí.


      Após as informações detalhadas acima, que nos possibilitou perceber a cidade, encontramos nos manuscritos de Robson Correia de Almeida, no acervo do Museu local, a informação de que o jornal Cidade do Pará, de 1º de março de 1908, registrou o início dos folguedos em homenagem ao Momo nesse ano. O Clube Carnavalesco Diabo Azul, composto por “rapazes da elite paraense” foi o promotor dos folguedos. O jornal descreveu como “deslumbrantes” os festejos que esses rapazes proporcionaram nos três dias (JCP, 1908).
     No ano seguinte, o mesmo jornal Cidade do Pará, de 21 de fevereiro de 1909, relatou que a população não esperava festejo algum até o meio-dia daquela data. Porém, à tarde, um mascarado anunciou pelas ruas uma passeata às 7h da noite: “Foi o bastante para que se notasse grande movimento. O jogo de entrudo assumiu grandes proporções: confetes, bisnagas, serpentinas, limões, etc., travando-se verdadeiros combates não somente na rua Direita, o ponto principal [...]. Às 7 horas da noite era notável o número de pessoas aglomeradas em frente à casa do sr. Joaquim Marinho de Almeida, de onde, ao executar a primeira peça a banda de música regida pelo maestro Emídio de Melo, saía o préstito, tendo à frente diversos mascarados formando alas, seguidos pelo povo, por banda de música e carro alegórico de magnífico efeito. Nesse carro, artisticamente preparado, surgia ao centro uma grande estrela, e à frente desta, um trono, o qual tinha habilmente dispostas 3 cadeiras ocupadas: a do centro, pela menina Alzira de 6 meses de idade, a da esquerda pela menina Conceição e, a da direita, pela menina Alice, todas filhas do sr. Joaquim Marinho de Almeida, as quais distribuíam ao povo poesias de escritores mineiros adequadas ao ato. [...] O préstito percorreu as ruas Direita, [...], chegando finalmente ao ponto de partida. Às noites, retumbantes ‘Zé-Pereiras’ atordoavam os ouvidos do povo.[...]”(JCP, 1909).
           Pelas descrições acima, percebemos a sociedade da época em movimento, brincando, se divertindo. O aparentemente trivial, o cotidiano, os rituais, são matérias-primas importantes para a compreensão dessa sociedade. No ano anterior (1908) os “rapazes da elite paraense” haviam promovido o carnaval e, já no ano seguinte, uma importante família da cidade organizou-o, conseguindo envolver o povo. As crianças (havia uma de 6 meses) distribuíram poesias de “escritores mineiros adequadas ao ato”. Essas e outras informações revelam um pouco da linguagem social, o que permite um melhor entendimento dos valores da época (JCP,1908).


          Vamos avançar alguns anos, até 1917, para verificarmos a radical mudança ocorrida no carnaval daquele ano. A Primeira Grande Guerra (1914 – 1918) estava acontecendo, e a Revolução Russa em breve também mudaria o mundo. A notícia sobre esse carnaval foi veiculada no mesmo jornal Cidade do Pará, de 18 de fevereiro de 1917. Lembramos que, como há uma foto bastante conhecida das festas daquele ano, esse carnaval é erroneamente considerado por muitos como o primeiro carnaval de Pará de Minas. Já provamos que não foi. As famílias Coutinho e Castelo Branco, que aqui passaram a residir, foram as promotoras desse carnaval. As festas aconteceram na praça da Matriz, onde foi armado um coreto para a banda do maestro Emídio de Melo. Das 6 às 9 horas da noite, a banda animou as mais de mil pessoas que ali compareceram. Durante os três dias, batalhas de confetes, de serpentinas e lança-perfumes aconteceram no local. Ao enorme Cordão Tic-Tac, composto por senhorinhas fantasiadas de turca, portuguesas, ciganas, japonesas, camponesas, toureira, espanhola, lavadeira, pastorinha e pierrots, seguia uma legião de rapazes e meninos (JCP, 1917).
             Na tarde do dia seguinte, 19, um grupo de mascarados percorreu as principais ruas, criticando o jogo do bicho e a ação da polícia. Outro grupo criticou a falta de iluminação pública na Rua Cel. Domingos Justino (rua da Boa Vista). Após o espetáculo cinematográfico realizado no Teatro Recreio Dramático, na própria praça da Matriz, houve animado baile a fantasia, que se prolongou até a madrugada. No dia 20, um espirituoso mascarado criticou as rifas e, à noite, um grupo fantasiado conduziu um carro alegórico criticando o edifício do Fórum em ruínas. “Todas essas críticas foram apreciadíssimas”, afirma o jornal Cidade do Pará. No terceiro dia houve no Centro Literário Paraense o último baile a fantasia. O edifício “artisticamente ornamentado” ficou repleto. Torquato de Almeida, Presidente da Câmara e Agente Executivo, em “vibrante discurso” saudou a família paraense ali representada. Foi aplaudidíssimo. Representando o Cordão Tic-Tac, falou, agradecendo o estudante César Castelo Branco. Doces, confeitos e cálices de saborosos licores foram distribuídos aos presentes. O animado baile terminou à meia-noite (JCP,1917). 

 
             Cordão Tic-Tac, 1917.
 
   

Em 1920 o carnaval aconteceu friamente. No jornal Pará de Minas, edição de 15 de fevereiro, há a nota: “Hoje, por toda a parte, terão início os retumbantes e tradicionais festejos carnavalescos. Nesta cidade, pelo que temos notado, as cousas correrão friamente este ano, até porque muitas famílias seguiram para Belo Horizonte, onde vão gozar as festas do carnaval.”                
              Quatro anos depois, o carnaval de 1924, que encontramos relatado no jornal O Momento, de 9 de março de 1924, foi diferente, mais animado. Aconteceu na rua Vinte de Setembro, atual Benedito Valadares, que estava repleta de pessoas entregues aos jogos de lança-perfumes, confetes e serpentinas, nas imediações do Ideal Cinema (em frente a Pará Som, atualmente). Ali foi montado um coreto para a Banda de Música Pará Euterpe animar a festa. Houve poucos mascarados e poucas críticas. A animação maior foi nos bailes do Ideal Cinema cuja concorrência, de acordo com O Momento, “era seleta e transbordante [...] o que a nossa sociedade conta de fino, elegante e distinto. [...] não houve a menor falta de respeito, nem um empurrão, nem uma palavra indelicada ou inconveniente. O presente carnaval mostrou-nos que o povo paraense não é este povo triste, indolente e cético, como se apregoa, mas sim que são as diversões que lhe faltam."
           O povo distancia-se da elite cada vez mais... A reivindicação por mais lazer para o povo já é evidenciada.


           Em 1933, o carnaval continua animado em Pará de Minas. Batalhas estrondosas de confetes são realizadas, “Zé-Pereiras”, fantasias grotescas apareceram, além do novo bloco organizado, o É Curioso, animaram as festas ao som das jazz bands Glória e Cruzeiro com as novidades carnavalescas, conforme registros encontrados no jornal O Único (JOU,1933). Esse jornal também registrou: “A turma do Zé Pereira é extremamente ‘piada’. O Sô bruno vestido de colete por cima do paletó numa pose única, é um dos entusiastas. Com aquele jeitinho todo seu, provoca hilariedade em todos que o vê. (…) O Juju e o Amadeu fizeram o propósito de não deixar a população da cidade (principalmente as meninas) dormirem até passar o Carnaval. (…)”.
           Em 1937, houve um carnaval marcante nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro. A iniciativa foi do Presidente do Centro Literário Pedro Nestor, sr. Joaquim Pereira, mais conhecido como Pereirinha; da D. Neném Coutinho (Heráclita Coutinho de Melo Franco), senhora detentora da total confiança dos pais e do Vigário Padre José Pereira Coelho (Padre Zeca). Os blocos foram organizados. Músicas os representavam. Fantasias foram selecionadas. O Rei Momo foi o sr. Jonas Morais. O corso ia buscá-lo na Maniçoba, localizada na estrada para Tavares de Minas, e atendendo a um pedido do Padre Zeca, passava em frente à casa desse vigário, na praça que possui seu nome (José Pereira Coelho). Padre Zeca, da janela de seu casarão, assistia e incentivava a festa. Depois, os blocos dirigiam-se ao Centro Literário para o baile animado pela banda do maestro Spíndola.
         O Bloco Tem durd’aí! teve sua música composta por um dos seus responsáveis, Amadeu Atílio Grassi, e a letra foi de Otávio Xavier. A fantasia dos componentes do bloco era de tecido com listras grossas pretas e brancas e cartola. O Bloco Bambas de Fú-man-chú foi formado com fantasias chinesas, em cetim vermelho e preto. Foi adotada uma música da época, compatível com o tema escolhido. O Bloco dos Tiroleses teve a fantasia em cetim vermelho, com aplicações de coração azul, colete preto e blusa branca, como nos informou dona Lourdes Franco Coutinho, contemporânea dessas manifestações carnavalescas.
         No Clube Lítero Recreativo Professor Pereira da Costa, naquele ano de 1937, também houve animados bailes carnavalescos. Os carnavalescos desse clube, no meio da noite, iam em formato de cordão, visitar o baile do Centro Literário. No dia seguinte, era o pessoal do Centro Literário que fazia a visita ao Clube Pereira da Costa. Essa visitas consistiam em dar uma volta no salão do clube visitado, como nos informou Maria da Conceição Melo, em depoimento ao Museu da cidade. Ritual interessante e importante esse, uma vez que essa prática cordial proporcionava a aproximação da elite com a classe operária.
          Em 1944, o jornal A Pátria, de 27 de fevereiro, com a segunda Grande Guerra no auge, esse órgão de imprensa local registrou: “O nosso carnaval atingiu o período da sua completa decadência. Com o racionamento da gasolina e proibição do tráfego de carros particulares, não mais temos o carnaval de rua, nem mesmo os blocos, tendo também desaparecido os mascarados, o que muito enfeita a festa. Tudo se acabou.” E o articulista, que assina Leonel, com saudades dos áureos tempos de festejos continua: “O carnaval antigo era, por assim dizer, bem melhor do que o de hoje, festejavam-no com mais entusiasmo, chegando mesmo a atrair enorme multidão aos clubes, cousa que se não vê na época atual. Por que? Esta modalidade de diversão, nos tempos que correm, limita-se a poucas horas, sem fantasias, sem perfumes, sem enfeites.” O articulista continua: “Para que carnaval? Quanta ilusão! Não deverão julgar-me um pessimista, porquanto há outras diversões melhores, mais frequentes, ao passo que o carnaval é, penso eu, uma superfluidade de que devemos nos afastar, conservando-o eternamente no olvido.” O clima do grave conflito mundial, que não é mencionado no texto, mas que afetou os ânimos de todos, é percebido no texto.
        O carnaval, após o término da guerra e na década de 1950 em diante, transferiu-se para locais fechados, e o Cine-Teatro Vitória abrigou memoráveis festas promovidas pelo Centro Literário. As famosas marchinhas, o lança-perfume, confetes e serpentinas ainda estão nas lembranças de muitas pessoas.
        O Clube Patafufo em sua primitiva sede, um galpão rústico, iniciou em 1969 seus memoráveis festejos do carnaval. O Automóvel Clube também teve seus momentos de glória, devido ao pouco espaço do Centro Literário, que transferia para lá suas festas carnavalescas, devido ao aumento de foliões.
          Em 1960 o Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Têxteis promoveu grandes bailes em sua sede social, chegando a transferi-los para o Ginásio Poliesportivo da Praça de Esportes em virtude do grande número de foliões.
          Após um longo período sem carnaval de rua surgiu, em 1966, o Bloco Menos 1, comandado por Ari Coutinho Júnior, que nos forneceu a informação. O animado e jovem bloco, com foliões usando roupas pretas, vermelhas e brancas, percorria as ruas da cidade em cima de um caminhão tocando seus instrumentos, batucando, promovendo a alegria da ocasião.


          A primeira escola de samba de Pará de Minas foi a denominada Os Araras, criada em 1975. A escolha dessa denominação se deu em homenagem o pai de Djalma Pontes, falecido em 2011, um dos fundadores da escola, cuja origem é a tribo indígena Araras, de Pernambuco, como nos esclareceu em 02 de março de 2009 Expedito Cândido Ferreira (Calu Massagista, *31/05/1935 †11/08/2016, filho de Geraldina Maria de Jesus).
         A Unidos do Morro, Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Morro – GRESUM, foi fundada em 1979 e foi pioneira no lançamento de samba-enredo. A Partido Alto surgiu em 1986. Aparecem os animados blocos Arruaça, em 1984; Os Donos do Amanhã, Explode Coração, em 1986, e ainda outros, como Tamborim de Ouro, Fhusuê, Nem Ouro nem Prata, Pano de Saco, etc. O bloco Tô Ki Tô, criado em 1988, ano em que foi campeão na categoria, foi formado por dissidentes do bloco Tamborim de Ouro, campeão no ano anterior 1987. O Tô, Ki, Tô contou com o total apoio da escola GRESAR. Sabemos que nenhuma cultura fica isenta dos processos de aculturação e, com o sucesso das escolas de samba do Rio de Janeiro veiculado pela mídia, foi natural a união de pessoas que desejaram impulsionar o nosso carnaval de rua.
         Com a fundação do GRESAR – Grêmio Recreativo Escola de Samba Azul e Rosa – que desfilou pela primeira vez em 1984, o carnaval ganhou mais força e beleza. Levando para a avenida planejamento, estrutura, requinte e organização, o GRESAR foi um marco importantíssimo que motivou um enorme e significativo crescimento das outras escolas, principalmente da Unidos do Morro, que fazia uma saudável e brilhante concorrência com o GRESAR. Os blocos não ficavam para trás. O período compreendido entre 1984 e 1988 foi o apogeu do carnaval de rua do Pará. A consequência disso foi o fracasso cada vez maior dos bailes nos clubes, até chegarem à extinção. Infelizmente, o último ano de desfile do GRESAR foi em 1988.
        Em 1989 não houve carnaval de rua, e os clubes não conseguiram mais atrair um grande público, como antigamente.


     Gradativamente, o carnaval de Pará de Minas foi soerguendo-se. Não desapareceu graças à garra dos carnavalescos e demais integrantes das escolas que, teimosos e heroicamente, fizeram-no sobreviver. Os temas do ano de 2006, inteligentes e ricos culturalmente (mitologia grega, orixás e os santos da Igreja Católica) com os quais as escolas trabalharam, aliados aos belos sambas-enredo, ao incentivo e apoio das autoridades constituídas, impulsionaram os festejos, concorrendo para o desenvolvimento do potencial turístico da cidade. Esses procedimentos aumentam, com certeza, o número de pessoas que optam em permanecer na cidade nesse período e, ainda, atraem outras – o que o comércio e a cultura de Pará de Minas agradecem.
      Em 2007, o Bloco Acadêmicos Santos Dumont, fundado em 05 de janeiro de 1997, que era bloco somente no nome, pois já havia se estruturado como escola de samba, antecipando-se às comemorações do sesquicentenário de Pará de Minas, desenvolveu o desfile exaltando a história do município ao som do samba-enredo "Das águas do Paciência surgiu Pará de Minas, uma terra abençoada", criado por João Batista Leite, seu dedicado carnavalesco. Kleber Nonato de Souza, presidente do Acadêmicos Santos Dumont desde a fundação dele, em depoimento à autora, em 17 de fevereiro de 2009, informa-nos que o Bloco Acadêmicos é resultado da fusão de grupos menores dos anos 80 [década de 1980], como o Rosa de Ouro e o Explode Coração. Em 2008, a agremiação comandada por Kleber homenageou a África com alegorias, adereços e belos carros, embalados com o bonito samba-enredo "África, terra mãe", do mesmo autor do ano anterior. Em 2009 o tema levado para a avenida Presidente Vargas foi a criação do universo. Lamentavelmente, esse bloco que contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento e fortalecimento do carnaval em Pará de Minas, não mais desfilou a partir de 2013, devido ao não cumprimento da promessa de autoridades municipais de viabilizar a sede própria para a agremiação e a necessidade de desocupação do local onde eram alojados pela municipalidade, como nos afirmou o presidente Kleber em depoimento à autora.
        A Escola de Samba Unidos do Morro em 2007 abordou a paz, em 2008 o meio-ambiente, cantando o samba-enredo "Água, fonte de vida, a preservação nas mãos do homem", de Eneida Oliveira e música de Paulo Vicente. Em 2009 homenageou Pará de Minas pelos 150 anos de emancipação político-administrativa. Wilson Júnior, carnavalesco dessa escola, mostrou na Avenida Presidente Vargas a história e as personalidades da nossa terra, ao som do samba-enredo "150 anos de Pará de Minas, a Unidos do Morro faz parte desta história", dos mesmos autores do ano anterior. A beleza e o entusiasmo da escola contagiaram o público, envolvendo-os e sintonizando-os nesse significativo momento de exaltação da história do município.
        A Escola de Samba Araras – a primeira de Pará de Minas, criada a partir do bloco América (JGP, 2007), com o enredo Conto de Fadas trabalhado por Leônia, levou as histórias infantis para a avenida em 2007 (idem). O samba enredo foi de autoria de João Batista Leite, o carnavalesco do Bloco Acadêmicos. Em 2008 o tema Ecologia foi exaltado e defendido pela escola e, em 2009 seus devotados integrantes, com idealismo e garra, retornaram a ele com o samba-enredo Mãe natureza, sendo carnavalesco nesses dois anos Fernando Henrique de Andrade.


         Nos anos seguintes, como nos anteriores, as três escolas de samba desfilaram na avenida com o apoio da municipalidade. Em 2012, pela quarta vez, a Folia dos Fios Brancos, na Praça Torquato de Almeida, abriu a festa de Momo com as tradicionais marchinhas de carnaval e a participação dos idosos de várias partes da cidade e da bateria da Escola de Samba Unidos do Morro. Nesse ano, a Escola de Samba Araras não participou do desfile devido a questões burocráticas junto à Prefeitura.
         Foi em 2012, que surgiu a Escola Dragões do Samba, que pela primeira vez participou do carnaval da cidade e o tema por ela desenvolvido foi a reciclagem. O carnavalesco João Batista Leite, que também era o presidente da nova escola, usou materiais recicláveis nas roupas, adereços e carros da agremiação, mostrando a importância da ação para o meio ambiente.
         O ano seguinte, 2013, o carnaval Pará Folia aconteceu na avenida Presidente Vargas com a novidade do trio elétrico, sobre o qual todas as bandas participantes tocaram, nem sempre músicas carnavalescas, pois até duplas sertanejas fizeram seus shows.
         Em 2014, novamente com a Folia dos Fios Brancos na praça Torquato de Almeida, na sexta-feira, 28 de fevereiro, com a presença do bloco Pato da Madrugada e a Banda de Música do Caic, o Pará Folia teve início, momento que se repetiu em 2015,na sexta-feira dia 13, desta vez animado pela Banda de Música Lira Santa Cecília. A Escola de Samba Unidos do Morro desfilou no domingo e terça-feira, sendo a única escola a desfilar em 2015. O Bloco Acadêmicos do Santos Dumont participou da festa em 2014 com a organização de outros blocos e da Banda Mole. Um trio elétrico foi levado para a avenida Presidente Vargas com shows, nem sempre carnavalescos como no ano anterior, 2013, situação que se repetiu em 2015, ocasionando o afastamento de foliões da avenida como nos informou o carnavalesco Kléber Nonato. As crianças tiveram vez com a oficina de carnaval e concurso de fantasias em 2014, e o Pará Folia Mirim em 2015, todos na praça Torquato de Almeida.
         Para a realização do carnaval em 2015, a administração municipal enfrentou forte oposição de alguns vereadores, em decorrência da grave falta de água no município desde 2014, situação que levou o município a decretar estado de calamidade pública (JD e GP, 2015). Uma manifestação ocorreu no gabinete do prefeito Antônio Júlio, de apoio à realização da festa de Momo, devido aos vereadores contrários à realização dela terem pedido ao Ministério Público o cancelamento do carnaval na cidade, alegando a falta de água e questões financeiras, tendo o MP, através da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pará de Minas, decidido pelo arquivamento do pedido de cancelamento do Carnaval de Pará de Minas. O MP concluiu que o consumo de água durante o evento é “indiscutivelmente irrisório”, após informações prestadas pela empresa prestadora do serviço de água (JD, 05.02.2015).
         Após a superação dos problemas acima relatados, o Pará Folia 2015 foi realizado na avenida Presidente Vargas. Os blocos Pato da Madrugada com seus bonecos gigantes e Devassos do Segredo também foram atrações, junto com o trio elétrico. A Escola de Samba Unidos do Morro levou para a avenida a literatura infantil como tema, desenvolvido pelo carnavalesco João Paulo Lopes e o samba enredo foi ‘Contos de fadas, abracadabra… o sonho começou’. Os personagens de histórias infantis, fadas, duendes e bruxas invadiram a avenida.


          A Folia dos Fios Brancos, que tem resgatado a tradição dos antigos carnavais de marchinhas, aconteceu novamente em 2016. Criada pela Secretaria Municipal de Ação Social, desde a primeira edição tem sido um sucesso, atraindo não somente a clientela da terceira idade para a praça Torquato de Almeida. A Banda de Música Lira Santa Cecília adere com gosto ao evento e nessa oitava edição o Grupo dos Salesianos também animou a festa com as marchinhas de carnaval. O bloco Pato da Madrugada e o grupo Unidos do Morro também concorreram para o sucesso da Folia. A chave da cidade foi entregue pelo prefeito para o rei e a rainha dos Fios Brancos/2016, ano em que não houve o carnaval de rua com apresentação de escolas e blocos, e shows de bandas, devido às questões financeiras das prefeituras.
          O carnaval de rua não pode ser realizado em 2017. Com a posse de nova administração municipal (2017/2020), não houve tempo suficiente para as providências que envolvem a contratação de serviços que devem seguir os trâmites legais. As dificuldades financeiras das prefeituras foi outro fator que inviabilizou a festa. Mas, mesmo com esses impedimentos, burocrático e financeiro, a já tradicional Folia dos Fios Brancos, em sua nona edição, foi realizada em 24 de fevereiro na praça Torquato de Almeida, com o som dos tambores do projeto do Instituto Étnico Mbari e da Banda de Música Lira Santa Cecília, sempre parceira da promoção. Houve também concurso de fantasias, eleição do rei e rainha do carnaval com a entrega da chave da cidade.
           Em 2018 também não houve o carnaval de rua devido ainda às dificuldades financeiras enfrentada pela prefeitura, mas a Folia dos Fios Brancos aconteceu com toda a alegria.
           Em 2019, blocos carnavalescos estão sendo estruturados para os festejos de 01 a 05 de março, fazendo ressurgir a tradição dos antigos carnavais.


           Sabemos que os desfiles das escolas de samba são verdadeiras aulas de história e cultura da humanidade, transmitidas de forma lúdica e sutil, mas a festa de Momo teve que ser adaptada aos novos tempos, época em que os municípios sofrem com a falta de repasse  das verbas, pelo estado.
         As escolas de samba do interior do estado dependem muito de verbas municipais. Somente a garra e dedicação de seus integrantes e o apoio de voluntários não conseguem colocá-las na rua. O importante é saber que o carnaval é uma festa popular, que as manifestações carnavalescas agregam diferentes pessoas que, esquecidos das diferenças socioeconômicas e culturais existentes nos outros dias do ano, entregam-se aos festejos da mitológica divindade do Rei Momo, convivendo de forma mais descontraída e fraterna. O carnaval é assim, poderoso e mágico, agregando encantamentos que encontramos também no futebol, seduzindo todos!

Fontes:                                                                                                                                                                                                                              - FREYRE, Gilberto; SOUTO MAIOR, Mário. Carnaval: de onde veio? Como era? Como evoluiu? História, São Paulo, n.9, p. 81-91, fev.1974.Disponível em http://bvgf.fgf.org.br/portu-gues/obra/artigos_imprensa/carnaval-onde.htm                                                  
. GARRINI, Selma Peleias Felerico - Memória e representação da figura do Rei Momo na mídia impressa (1930-1945). São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Comunicação e Semiótica. Dissertação de Mestrado, 2004. https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/5169 acesso em 06.10.2009.
- ALMEIDA, Robson Correia. Manuscritos. Arquivos Muspam.
-  RAPM - Revista do Arquivo Público Mineiro, vol. 6 , 1901, pág. 985ss.
-  JCP – jornal Cidade do Pará, de 21.02.1904, Ano I, Nº 14, artigo Horas Carnavalescas.
- JCP – jornal Cidade do Pará, de 01.03.1908.
- JCP – jornal Cidade do Pará, de 21.02.1909.
- JCP – jornal Cidade do Pará, de 18.02.1917.
- JOM – jornal O Momento, de 09.03.1924.
- JPM – jornal Pará de Minas, de 15.02.1920, Ano II, Nº 64, nota Carnaval, pág.01.
- JOU – jornal O Único, de 05.02.1933.
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense, 26.02.1988, artigo Tô, Ki, Tô: bloco campeão.
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense,16.02.2007, pág.08
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense, 17.02.2012, artigo Fios brancos abriram a festa do Rei Momo, pág.03.
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense, 08.12.2013, artigo Carnaval com as bandas sobre o Trio Elétrico, pág. 03.
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense, 23.01.2015, artigo Calamidade Pública versus Carnaval, pág. 03.
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense, 20.02.2015, artigo Balanço do Pará Folia, pág.04.
- JGP – jornal Gazeta Pará-minense, 09.02.2018, coluna Grande Patrimônio, nota Música – X Folia dos Fios Brancos – Carnaval de Gente Feliz, pág.04.
- JAP – jornal A Pátria, 27.02.1944, Ano I, Nº 09, artigo Tela da Cidade, pág.1.
- JD – jornal Diário, 26.02.2009, artigo Avenida do samba lotada durante a folia de Pará de Minas, pág.03.
- JD – jornal Diário, 17.02.2012, artigo Carnaval tem nova escola de samba inspirada na reciclagem, pág.06.
- JD – jornal Diário, 12.02.2014, artigo Pará Folia 2014: definidos os detalhes, pág.03.
- Depoimento de Maria da Conceição Melo à Ana Maria Campos. Projeto História do Carnaval em Pará de Minas. Museu Histórico.1990.
- JD – jornal Diário, 21.01.2015, artigo Pará Folia terá trio elétrico e festa para todas as idades durante o Carnaval, pág. 03.
- JD – jornal Diário, 03.02.2015, artigo Manifestação de apoio ao carnaval lota gabinete do prefeito, pág.01.
- JD – jornal Diário, 05.02.2015, artigo Gasto com água em carnaval é irrisório, afirma MP, pag. 03.
- JD – jornal Diário, 11.02.2015, artigo Tendas montadas e escola de samba pronta para o ParáFolia 2015, pág.03.
- JD – jornal Diário, 19.02.2015, artigo ParáFolia 2015: 40 mil pessoas em 5 dias de festa, pág.03.
- JD – jornal Diário, 06.01.2017 artigo Carnaval de Rua de Pará de Minas não será realizado em 2017, pág.03
- - JD – jornal Diário, 22.02.2017, artigo Folia dos Fios Brancos vai movimentar a sexta-feira de carnaval, pág.03.
- Depoimento de Ari Coutinho Júnior à Ana Maria Campos. Projeto História do Carnaval em Pará de Minas. Museu Histórico.1990.
- Depoimento de Lourdes Franco Coutinho à Ana Maria Campos. Projeto História do Carnaval em Pará de Minas. Museu Histórico.1990.
- Depoimento de Kleber Nonato de Souza à Ana Maria Campos. Projeto História do Carnaval em Pará de Minas. Museu Histórico.17.02.2009 e em 05.02.2019.
- Depoimento de Expedito Cândido Ferreira à Ana Maria Campos. Projeto História do Carnaval em Pará de Minas. Museu Histórico. 02.03.2009.
- Depoimento de Geraldo Magela Palhares à Ana Maria Campos. Projeto História do Carnaval em Pará de Minas. Museu Histórico. 02.03.2009.
- Carnavalesco. In: http://bernadettecantarella.blogspot.com/2008_09_01_archive.html acesso em 12.12.2008.
. Carnaval de rua não será realizado em Pará de Minas. In: http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2017/01/carnaval-de-rua-nao-sera-realizado-em-para-de-minas.html acesso em 05.02.2019.
 
 
*Ana Maria de Oliveira Campos é pesquisadora da história de Pará de Minas; diretora do Museu Municipal. O texto integrou o livro Fragmentos de Pará de Minas (2009), e foi atualizado em fevereiro de 2012 e de 2019.

   
Corso na Ponte Grande, no Carnaval de 1937.                                      
 
                                                                                                 Bloco Tem durd'aí! Carnaval 1937.      
 
 
      Carnaval de 1951 no Centro Literário Pedro Nestor.
            
 
                                                                Decoração do salão do Centro Literário Pedro Nestor no Carnaval 1950(década).
                                                                      
 
 
         Carnaval de 1969 no Patafufo Country Club.
 
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