Museu Histórico de Pará de Minas

O Artista Benjamim

                                       Por Ana Maria Campos*

Benjamim de Oliveira, 1º palhaço negro do Brasil, filho dos escravos Malaquias Chaves e Leandra, nasceu na Fazenda dos Guardas, em Patafufo, atual Pará de Minas, em 11 de junho de 1870. Beijo era o apelido dele. Em 1882 fugiu com o Circo Sotero, que se apresentara na pequena localidade. Aprendeu acrobacias com Severino de Oliveira, de quem se supõe tenha adotado o sobrenome, como consta no livro da pesquisadora Ermínia Silva, abaixo mencionado.

Com espírito determinado venceu os percalços que se apresentaram, tornando-se o rei dos palhaços do Brasil. Possuidor de múltiplos talentos, Benjamim levou o teatro para o circo, tornando-se também ator, autor e produtor de peças teatrais, além de cantor e compositor, chegando a gravar seis discos. Em 1908, foi filmado no Circo Spinelli representando Peri, na peça O Guarani, pela Photo-Cinematographica Brasileira, outra das muitas informações encontradas no livro da historiadora Ermínia.

Já consagrado e famoso, Benjamim de Oliveira apresentou-se em show artístico em seu berço natal, Pará de Minas. A presença dele na terra em que nasceu foi mencionada por José Moreira Xavier (Zezinho Xavier), cuja filha Angela Xavier registrou no texto sobre os circos em Pará de Minas, já postado neste site. Tal informação também foi confirmada pelo sr. Geraldo Magela Fonseca, entrevistado por Ana Maria Campos em 14.06.2010, para o arquivo Muspam. Magela Fonseca afirmou ter assistido ao show de Benjamim de Oliveira no Ideal Cinema, ocasião em que o artista também cantou e tocou violão. Sobre a época em que ocorreu o espetáculo, Magela não soube datá-la com precisão, mas afirmou ter assistido o show de Benjamim de Oliveira quando era um rapazinho de uns 15 anos de idade. Ora, se Fonseca possui 94 anos na data do depoimento dele para o Museu da cidade, o ano de seu nascimento é 1916.  Deduz-se, portanto, que a apresentação de Benjamim de Oliveira em Pará de Minas ocorreu no início da década de 1930. Estes relatos orais são as referências encontradas, até o momento, sobre a presença dele na terra em que nasceu, mas nossa busca continua.

Desconhecemos se há parentes dele na região e, nem mesmo o neto dele, Juyraçaba Santos Cardoso, soube informar ao ser indagado por nós, em maio último, quando da primeira visita dele a Pará de Minas. Cardoso relatou-nos que Benjamim de Oliveira levou a mãe e os irmãos para o Rio de Janeiro, mas não soube em que época. Foi nessa localidade, então capital do país, que Benjamim de Oliveira faleceu em 30 de maio de 1954.

Sobre o falecimento de Benjamim, o jornal O Estado de São Paulo, edição do dia 01.06.1954, página 9, noticiou o seguinte: "Falecimento de artista circense. Rio, 31 ('Estado' -- Pelo telefone) -- Faleceu ontem nesta capital, o velho artista circense Benjamin de Oliveira. Com 85 anos de idade, gastou 60 em atividades artísticas. Era natural de Pará de Minas e iniciou sua vida de palhaço em Várzea do Campo e Pindamonhangaba, aos 20 anos. Seu sepultamento realizou-se hoje, no Cemitério de São Francisco Xavier." O jornal A Noite, edição de 31.05.1954, págs. 3 e 8, com o título "Morreu o palhaço Benjamin de Oliveira" também veicula a notícia do falecimento do artista Benjamim em 30 de maio de 1954. As informações da data correta do falecimento do famoso palhaço foram gentilmente repassadas a mim por Alaércio Antônio Delfino, juntamente com as imagens digitais dos jornais.

Em justa homenagem, o nome dele está perpetuado em Pará de Minas em uma das vias públicas do Bairro Nossa Senhora das Graças, desde 1958: Rua Artista Benjamim. Outra homenagem a ele ocorreu em 22 de março de 2013com a inauguração de uma escultura dele em bronze, obra de Alexandre Magno Martins Pinto, no Parque Bariri em área que, posteriormente, foi designada Praça Benjamim de Oliveira, por força da Lei Nº 5.470, de 05 de abril do mesmo ano.

A importância de Benjamim de Oliveira no cenário artístico brasileiro foi resgatada em 2007 pela historiadora paulista Ermínia Silva, ao lançar o livro Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil (Editora Altana,SP). A magnífica obra foi resultado da tese de doutorado da autora, atraindo a atenção de especialistas e, ainda, repercutindo positivamente na alta estima dos conterrâneos de Benjamim, motivando estudos e projetos escolares sobre o artista. A escritora Terezinha Pereira incentivada pelo  livro de Ermínia Silva, tornou-se uma grande divulgadora de Benjamim de Oliveira por meio de textos produzidos por ela, publicados na mídia local e na web. Não podemos deixar de mencionar que anos antes havia acontecido na cidade, por iniciativa do agente cultural Nilton Araújo, uma louvável manifestação da arte circense enfocando o palhaço Benjamim. Se a geração jovem não tinha conhecimento da importância de Benjamim de Oliveira na historiografia das artes brasileiras, outra eficiente divulgação do nome dele em Pará de Minas aconteceu em 2009, quando a escola de samba do Rio de Janeiro, a São Clemente, transformou-o em samba-enredo, provocando significativa repercussão na comunidade onde ele nasceu,  contribuindo para a propagação da extensão e valor do trabalho dele. Nesse mesmo ano, a Secretaria Municipal de Cultura de Pará de Minas criou o Festival de Palhaços ParaBenjamim e, quem vai relatar sobre essa promoção, logo a seguir, é José Roberto Pereira, diretor de cultura. Confiram. 

                                                                                                                           Em 16.06.2010.


* Ana Maria de Oliveira Campos é pesquisadora da história de Pará de Minas, diretora do Museu Histórico de Pará de Minas.

 

 

Parabenjamim – Festival de Palhaços de Pará de Minas

                                          Por José Roberto Pereira*


O PARABENJAMIM - FESTIVAL DE PALHAÇOS DE PARÁ DE MINAS foi criado no ano de 2009 pela secretaria municipal de Cultura de Pará de Minas, tendo a pasta como secretária a senhora Maiza Lage Barbosa e como diretor do Departamento de Cultura este colunista. O objetivo ao criar o festival foi o de fazer uma justa homenagem ao pará-minense mais ilustre nas artes circense e cênica, Benjamim de Oliveira.

O PARABENJAMIM nasceu para suprir uma necessidade que se arrastava há décadas, a de tornar conhecida dos pará-minenses a trajetória de Benjamim de Oliveira. A cidade, até então, tinha como menção ao artista apenas o nome de uma rua, a Artista Benjamim de Oliveira, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, denominada por uma lei municipal de 1958, cujo projeto foi assinado pelo vereador Walter Martins Ferreira na administração do prefeito Osvaldo Lage.

Após essa homenagem no início da segunda metade do século passado, o nome de Benjamim de Oliveira caiu no campo ingrato do esquecimento e passou longos anos na escuridão e no silêncio.

Nos meados da década de 1990, o bailarino Nilton Araújo trouxe a Pará de Minas um grupo de palhaços da Cia Stronzo, da cidade de Ouro Preto, promovendo um evento no Parque do Bariri com o objetivo de divulgar o nome de Benjamim. O evento, embora tenha feito um “barulhinho bom”, não conseguiu conscientizar a população da importância desse grande artista.

Após essa data, novamente um longo período de amnésia em relação a Benjamim abateu-se sobre a cidade de Pará de Minas e seus habitantes até os idos de 1997, quando dois fatos importantes mudaram esse cenário: o lançamento do livro Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil, no estado de São Paulo, da pesquisadora e escritora Erminia Silva, e a apresentação da peça teatral Circo-Teatro Benjamim, do grupo NEPAA (Núcleo de Estudo das Performances Afro-ameríndias), do Rio de Janeiro. O nome de Benjamim ressurge como uma luz que se acende clareando um imenso picadeiro, anunciando uma comovente saga a ser contada. Os poucos habitantes que tiveram acesso a esses dois fatos se emocionaram com a trajetória do grande homem por trás do palhaço e se encantaram com as estripulias de palhaço desse notável homem.

No ano de 2008, o escritor e blogueiro Luiz David convidou vários escritores para escreverem histórias que construíram os 150 anos de emancipação político-administrativa de Pará de Minas, que se completariam em 2009. Fui convidado para escrever um artigo sobre a vida do artista Benjamim de Oliveira e do escultor e ceramista Sica (Raimundo Nogueira de Faria). A vida dos dois se entrelaçou no maravilhoso mundo das artes, pois ambos se tornaram artistas muito conhecidos e eram autodidatas.

Desde meados de 1990, eu vinha pesquisando sobre Benjamim de Oliveira e, no início de 2009, quando me encontrava em pleno exercício da escrita do artigo sobre ele, fui tomado de surpresa quando fui convidado pela secretária de Cultura Maiza Lage Barbosa para assumir o Departamento de Cultura, hoje Departamento de Ação e Difusão Cultural. Tão logo assumimos, começamos a mapear os grupos artísticos locais, nossos produtos culturais, nossas histórias. Em meio a esses estudos para divulgar a cultura local, uma das propostas que surgiram foi a criação do PARABENJAMIM- FESTIVAL DE PALHAÇO DE PARÁ DE MINAS.

A primeira edição do PARABENJAMIM aconteceu nos dias 9, 10 e 11 de junho de 2009. Para que ela acontecesse, foi fundamental a contribuição do palhaço Pururuca, que há 35 anos mantém viva a arte circense por aqui, e de Sula Mavrudis, que não mediu esforços para nos colocar em contato com grupos de circo-teatro, com palhaços, donos de circo, acrobatas, malabaristas e com pesquisadores relacionados ao tema.  Estiveram presentes na primeira edição o Grupo de Teatro Maracutaia e o Palhaço Pururuca (Rogério Faria), ambos de Pará de Minas; a Cia. Bobagem, o Grupo de Teatro Terceira Margem, a contadora de histórias Sula Mavrudis e a comediante Cida Mendes, todos de Belo Horizonte. Ao todo, foram cinco apresentações que aconteceram em escolas, praças e espaços alternativos, tendo o palhaço como tema. Também ocorreu um debate no Auditório 1 da Faculdade de Pará de Minas, que trouxe mais informações sobre a arte circense aos artistas e instigou o público presente a conhecer tanto o universo riquíssimo do palhaço como a vida e a obra de Benjamim de Oliveira. Nesse cenário ainda tímido, a escritora e pesquisadora Erminia Silva doou para Pará de Minas parte de um arquivo fotográfico que conseguiu reunir durante sua pesquisa para sua tese de doutorado sobre Benjamim de Oliveira. A doação resultou numa exposição no hall do prédio da Casa da Cultura durante o mês de junho e teve expressiva visitação.Todo esse acervo fotográfico foi doado para o Museu Histórico de Pará de Minas, juntamente com uma doação que a escritora pará-minense Terezinha Pereira conseguiu junto à Biblioteca Nacional, três peças do gênero circo-teatro escritas por Oliveira: A pupila do diabo, Pescadores e Barraca do cigano.

Talvez por falta de oportunidade, demoramos muito tempo para prestar essas homenagens ao pará-minense Benjamim Chaves, cujo nome artístico é Benjamim de Oliveira. Porém, agora, oportunamente essa injustiça foi corrigida!  Depois do lançamento do livro Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil, da passagem do grupo de teatro do NEPAA, do Rio de Janeiro, com a peça Circo-Teatro Benjamim, e da primeira edição do PARABENJAMIM- 1º FESTIVAL DE PALHAÇO DE PARÁ DE MINAS, a cidade e seus habitantes incorporaram em suas rodas de prosa a fascinante trajetória do menino negro, escravo alforriado que nasceu em 1870 em Pará de Minas e fugiu com o circo e, predestinado ou não, se tornou um dos maiores artistas do Brasil.


*José Roberto Pereira é ator, escritor membro da Academia de Letras de Pará de Minas, diretor de cultura da Secretaria de Cultura de Pará de Minas.

 

Postado em 17.06.2010.

Parabenjamim – 2º Festival de Palhaços de Pará de Minas e Festival Mundial de Circo – Dez Anos

                                                 Por José Roberto Pereira*

 A alegria que cobriu a cidade de Pará de Minas nos dias 26 a 30 de maio de 2010, devido à realização do PARABENJAMIM – 2º FESTIVAL DE PALHAÇOS E FESTIVAL MUNDIAL DE CIRCO – DEZ ANOS, é algo que palavras não podem descrever. Uma multidão se aglomerou em praças, quadras, ruas, parques e escolas para assistir aos espetáculos que aqui foram apresentados. O encanto pelas artes circenses refletia nos rostinhos de crianças de todas as idades e se manifestava nas calorosas palmas diante das estripulias dos palhaços, das habilidades dos malabaristas, das performances dos contorcionistas, cantores e atores.

A segunda edição do PARABENJAMIM deu a oportunidade à cidade de Pará de Minas e seus habitantes de conhecer e (re)conhecer a importância de Benjamim de Oliveira no cenário histórico e cultural do Brasil. A parceria da Secretaria Municipal de Cultura de Pará de Minas com a Agentz Produções, por meio das sócias-proprietárias Fernanda Vidigal e Juliana Sevaybricker, para a realização simultânea do Festival Mundial de Circo – Dez anos em Belo Horizonte e em Pará de Minas possibilitou um intercâmbio entre artistas locais, estaduais, nacionais e internacionais que fez toda diferença para atingir os objetivos do PARABENJAMIM: tornar conhecida a vida e a obra desse artista da terra, propiciar aos pará-minenses contato com as linguagens do circo, fazer da cidade um picadeiro para apresentações do gênero e incentivar a classe artística local à pesquisa, à troca de informações e à busca de conhecimento.

Nesta segunda edição, tivemos vários pontos importantes que merecem ser citados numa ordem cronológica ao festival, e espero que a memória não me traia:

O primeiro, já citado acima, foi a maravilhosa parceria com a Agentz Produções, produtora responsável pelo Festival Mundial de Circo, que neste ano teve sua edição comemorativa de dez anos de realização desse magnífico evento em Belo Horizonte, que possibilitou a junção de artistas nacionais e estrangeiros em solo patafufo, com magníficas apresentações circenses por toda a cidade, com destaque especial para as realizadas no Parque do Bariri.

O segundo foi a presença de grupos teatrais locais, o Grupo de Teatro Maracutaia e o Grupo Cênico Tatu Bola, que, cada um com seu estilo, contou a vida de Benjamim de Oliveira. Um destaque especial ao palhaço Pururuca, que foi ao Distrito de Meireles, lugarejo próximo a Guardas, onde Benjamim nasceu, levar a arte circense e a alegria do palhaço a estudantes e trabalhadores rurais.

O terceiro ponto foi a presença dos grupos de Belo Horizonte: Grupo Teatro Terceira Margem e Cia da Bobagem. Ambos deram um show em áreas periféricas da cidade. A interferência que o Grupo Teatro Terceira Margem fez na principal rua da cidade, rua Benedito Valadares, mais conhecida com rua Direita, foi maravilhosa. O grupo literalmente parou a cidade com sua “Fanfalhaça”, uma clara homenagem às companhias circenses do passado que chegavam às cidades e desfilavam com seus artistas, anunciando a chegada do circo.

O quarto ponto, para muitos uns dos mais importantes, foi a presença da escritora e pesquisadora Erminia Silva, autora do livro Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil, e de Juyraçaba Santos Cardoso, neto de Benjamim de Oliveira, que contracenou com o avô quando criança. As duas ilustres personalidades vieram à cidade a convite da Secretaria Municipal de Cultura para participar do PARABENJAMIM e receber homenagens da Prefeitura e da Câmara Municipal de Pará de Minas. As homenagens realizadas no Plenário da Câmara foram emocionantes e de suma importância para que nós, pará-minenses, pudéssemos agradecer o trabalho de Silva pelo regaste de nossa história, pela valorização de um artista da nossa terra e principalmente pelo trabalho de levantar a autoestima da nossa gente. Os dois ilustres convidados foram homenageados a requerimento do vereador Marcos Aurélio dos Santos, com uma Moção de Aplausos, dada a pessoas que contribuem ou contribuíram para o engrandecimento de nossa cidade. A cerimônia, presidida pelo presidente da Câmara, vereador Vilson Antônio dos Santos, contou com a presença de várias personalidades, estudantes, escritores, pesquisadores e políticos. A administração pública − por meio do prefeito Zezé Porfírio, do vice-prefeito Eugênio Mansur e da Secretária de Cultura Maiza Lage Barbosa − também prestou homenagens à Silva e Cardoso. Esse evento repercutiu em todos os cantos da cidade, e pareceria que o próprio Benjamim estava por aqui, tamanha a alegria que se diluía nos dias frios do mês de maio.

À escritora Ermínia Silva e ao Cardoso nossos aplausos, assobios e agradecimentos. Ecoa pelas montanhas que circundam a cidade um grande coro de vozes patafufas pedindo “bis”. Voltem o quanto antes ao nosso “picadeiro”. Não podemos deixar de agradecer aqui, também, a presença do ator e programador visual Marcelo Meniquelli, que veio cobrir o evento (como dizemos no teatro e, sendo ele ator: “Merda!”)

O quinto ponto, também muito emocionante, foi a homenagem que a Academia de Letras de Pará de Minas fez à Erminia e a Cardoso. (Leiam a matéria da colunista Terezinha Pereira publicada aqui no site titulada “Saudação à doutora Erminia Silva”).

O sexto ponto ficou com as apresentações dos grupos circenses Los Gingers , da Espanha; La Mínina, de São Paulo; e do grupo de artistas de várias nacionalidades que se apresentaram no espetáculo de encerramento do PARABENJAMIM – 2º FESTIVAL DE PALHAÇO E FESTIVAL MUNDIAL DE CIRCO – DEZ ANOS. Foram momentos de muita novidade, magia, encantamento e emoção no Parque do Bariri. O parque ficou pequeno para acomodar tanta gente.   Foi a primeira vez que os habitantes da cidade viram o circo por outro ângulo, diferentemente do que estão acostumados a ver nos circos que vez ou outra passam pela cidade. Os artistas mostraram técnicas extremamente precisas, simples, bonitas, alguns números de difícil execução, sem perder o lúdico, a magia, a inocência e a arte do circo.

Mas, talvez, o que mais tenha ficado na memória de quem acompanhou esses dois festivais (unificados pela magia do picadeiro) não foi a diversidade de grupos e artistas que aqui se apresentaram, não foi o encantamento das acrobacias, dos malabares, das estripulias dos palhaços nem os momentos de alegrias e felicidades vividos, e sim o que ficou do sonho, da persistência do menino negro, que nasceu escravo alforriado e lutou contra tudo e todos para poder mostrar sua arte. Se hoje conseguimos unir tantos povos, tantas gerações, tantos grupos artísticos foi porque, num passado longínquo, o menino Benjamim começou, com um passo de cada vez, sua caminhada rumo à realização de seu sonho: o de levar arte de qualidade a todos que quisessem vê-la.  E se, de alguma maneira, pudéssemos dizer algo a ele, possivelmente diríamos: Benjamim, o PARABENJAMIM é dedicado a você e a sua arte.

Até o próximo PARABENJAMIM – Festival de Palhaço de Pará de Minas.


*José Roberto Pereira é ator, escritor membro da Academia de Letras de Pará de Minas, diretor de cultura da Secretaria de Cultura de Pará de Minas.

 

Postado em 17.06.2010.

Guarda de Moçambique no Museu

                                    
A Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Santa Isabel se apresentará no próximo domingo, dia 13 de junho, a partir das 9h30min, na área de atividades do Muspam no Projeto Guardas no Museu. Uma roda de conversa sobre essa manifestação cultural antecederá a apresentação. Compareçam!

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