Museu Histórico de Pará de Minas

Vigários (Párocos) da Paróquia Nossa Senhora da Piedade

Vigários (Párocos) da Paróquia Nossa Senhora da Piedade de Pará de Minas:

. Padre Luís Machado de Castro: de 1846 a 1847.

. Padre Paulino Alves da Fé: de 1847 até seu falecimento em
    24.10.1906 (59 anos de paroquiato).

. Padre José Pereira Coelho: de 01.11.1906 a 05.07.1940, quando
  faleceu(34 anos de paroquiato). Em 1922 foi substituído pelo 
  Padre Evaristo Firmiano Ribeiro e em 1940 pelo Padre Viegas,
  que viria a ser o próximo vigário.

. Padre José Viegas da Fonseca: de 05.07.1940 a 30.10.1947, 
  quando se afastou para se candidatar a Prefeito de Pará de Minas;
  retornou em 01.02.1951 e permaneceu até 16.02.1953.

. Padre José de Sousa Nobre: de 20.03.1949 a 01.02.1951.

. Padre Geraldo Maria de Morais Penido: de 16.02.1953 a
   17.03.1956, quando foi eleito Bispo. Sua Sagração Episcopal foi   
   na Matriz Nossa Senhora da Piedade, em 11.05.1956.

. Padre Grevy Guimarães de Almeida: de março a agosto de 1956.

. Padre Gabriel Hugo da Costa Bittencourt: de 26.08.1956
  até 27.11.2002, data de falecimento(46 anos de paroquiato). Foi
  substituído pelo Padre Antônio Pontello, de setembro/1963 a
  julho/1964 e pelo Padre Rafael Caetano Moreira, de julho a
  agosto/2002.

. Padre Paulo Pereira: como Administrador Paroquial no período de 06.08.2002 a 15.01.2003  e como Pároco de 16.01.2003 a 01. 03.2013, quando foi transferido para Divinópolis, Paróquia do Divino Espírito Santo (Catedral Diocesana), na função de Administrador Paroquial a partir de 02 de março de 2013.

. Padre Moacir Silva Arantes: assumiu a Paróquia como Administrador Paroquial a partir do dia 03.03.2012.

 




   Fonte: Arquivo Muspam

Paróquias de Pará de Minas

            Criada em 1846, a Paróquia Nossa Senhora da Piedade foi a única até 1966, ano da instalação da segunda. Atualmente, são seis as paróquias de Pará de Minas:

1. Nossa Senhora da Piedade: criada pela Lei Provincial Nº 312, de 08 de abril de 1846. O primeiro vigário 
    foi o Padre Luiz Machado de Castro.

2. São Francisco: instalada em 17 de abril de 1966. O primeiro vigário foi o Revmo. Padre Frei 
    Leopoldo Lafeber.

3. Nossa Senhora Auxiliadora: criada em 17 de maio de 1986. O primeiro vigário foi Padre Hernane José
    Ferreira.

4. São Pedro: instalada em 19 de fevereiro de 1994. O primeiro vigário foi o Padre Geraldo Gabriel de
    Bessa.

5. Imaculada Conceição: instalada em 25 de março de 2000. O primeiro vigário foi o Monsenhor Osvaldo
    Ribeiro Lage.

6. Santo Antônio: instalada em 13 de junho de 2008. O primeiro vigário foi o Padre Jair Simão.



    Fonte: Arquivo Muspam

Querido Pará

                                                                      Querido Pará,

          Não leves a mal que te chame assim, simplesmente “Pará”, nesta linguagem que pretende ser doce e familiar. “Pará de Minas” ficaria um tanto cerimonioso nesta saudação em que se extravasa o afeto que se aninha em nossos corações e te cultua como nossa patriazinha querida, nosso berço amorável.
          Devagarinho, devagarinho, saíste do casulo incrustado nas verdes matas de Minas; de mísero arraialzinho subiste à categoria de vila e num fechar e abrir de olhos te transformaste na urbe simpática, berço de gente de índole forjada no trabalho e na inteligência, vultos que engrandecem a história de Minas e do Brasil.
          Pelo esforço de teus filhos e habitantes, não te transformaste em frio retrato na parede, tal a alegoria drummondiana. Agigantaste teus passos e, com a discrição de tua têmpera, seguiste a senda do progresso.
          Comemoras, neste tempo, teu sesquicentenário. Faz um século e meio que conquistaste tua alforria político-administrativa e te tornaste a promissora Vila do Pará.
          Para registrar fato assim auspicioso, nosso Museu organizou, com muito empenho, esta exposição comemorativa de teu aniversário. Ela quer ser o retrato fiel do fluir de tua vida ao longo destes cento e cinquenta anos de labor e sonhos.
          Os visitantes, certamente, se extasiarão com o perfil que traçaste para ti mesmo como comunidade ordeira, vocacionada para o trabalho e o progresso.
          Que eles percorram  todas as mostras e, ao descobrir fotografias, peças e documentos, recebas, de todos, esta confidência tão simples, tão anunciada, mas profundamente sincera:            
                                                            NÓS TE AMAMOS!
                                                            NÓS TE ADORAMOS!
                                                            NÓS TE LOUVAMOS!

                                                                                                     Pedro Moreira


Texto do Professor Pedro Moreira para a exposição "Pará de Minas, 150 anos. Uma trajetória de fé e trabalho da nossa gente", inaugurada em 25.11.2009.

Pará de Minas, Patafufo de outras eras

                                                                           Rita de Cássia Carvalho de Almeida*

        Comemorando o Sesquicentenário de Pará de Minas, passa pelos nossos olhos a história de 150 anos da nossa cidade toda registrada em fotos antigas, em preto e branco, cenas de fatos contados e, talvez até por alguns, já vividos, de um arraial que com o passar dos anos se espreguiça em confortável crescimento.
        A saudade existe, mesmo para quem não viveu nas ruas empoeiradas do nosso Pará antigo, porque cada um traz consigo recordações de casos ouvidos na infância por nossos antepassados e até mesmo quando andando pelas ruas de Pará de Minas, observamos as poucas construções que resistiram ao tempo. É impossível não nos remeter ao passado, à infância, e relembrar cenas que nos fizeram felizes e nos marcaram; imaginamos e relembramos casas construídas de formas tímidas em pontos distantes que foram formando aos poucos uma acolhedora e familiar cidadezinha do interior, que abrigou entre suas serras e montanhas aconchegantes os que chegaram, formando nas casas, famílias determinadas a enraizar neste chão valores e tradições. Então, sabemos da construção da capela, uma singela construção onde os primeiros moradores firmaram a força religiosa e a fé inabalável, que caracteriza as pessoas deste lugar.
        As famílias se formaram, ternamente foram se entrelaçando e a população da nossa cidade foi crescendo, exigindo a organização física do Pará: uma rua principal, nossa Rua Direita, era como jardim florindo, pequenas casas, solares, portas comerciais. Foram chegando as indústrias, os teares, as escolas, a farmácia e, na Serra de Santa Cruz, o Cristo, tudo que é necessário para um povo de bem morar. Esse espaço ia ficando tão lindo, com gente indo e vindo, animados e orgulhosos da beleza do Pará.
         A vida corria assim, leve e sem pressa; ficou na memória de muitos o som do sino da matriz, o apito do trem e a buzina da carrocinha de pão. E a gente pensa agora como deviam ser bonitas as paradas do Sete de Setembro e do aniversário da cidade, uniformes impecáveis das normalistas e dos rapazes do imenso Colégio São Francisco, do passeio na praça depois da missa, onde homens e mulheres, moças e rapazes exibiam com elegância seus melhores ternos num papo descompromissado.
         Lembramos das cadeiras nas calçadas, dos jogos nos campos de futebol, das senhoras sempre passando com véu e terço na mão, das missas na Matriz, porque não podiam se esquecer da fé e da oração. Pará de Minas naquela época era uma princesinha linda, encantando nosso olhar.
         Nasceram aqui, personalidades inesquecíveis no Estado e na Nação. Personalidades de todos os segmentos foram aqui embaladas por cantigas de ninar; fortes políticos, médicos capacitados, advogados brilhantes, engenheiros inteligentes, professores notáveis e jornalistas memoráveis, inúmeros homens simples e modestos, que mesmo sem formação, deixaram imensa contribuição, legados respeitáveis por gerações e gerações.
         Religiosos zelosos tivemos a benção de conviver e, sobretudo, com muitas pessoas com a sensibilidade à flor da pele, os artistas da terra, atores, cantores, escritores e poetas. Pará de Minas é, na verdade, um berço a receber pessoas sensíveis que encantam na sua maneira de ser, sentir e pensar.
         O tempo foi passando e o modesto crescimento acelerou (era preciso). Pará de Minas crescia a olhos vistos, coloria-se de construções, de avanços necessários; ruas abriam-se, escolas e mais escolas eram criadas, a população aumentava e era imprescindível que a organização de antes não se afastasse deste lugar. De princesinha do Oeste mineiro, Pará de Minas ia se revelando Cidade Rainha. E como mágica, como alguém que vai ali e volta já, a gente olha o Pará, percebe que o tempo passou.
         Os anos passados agora são recordações e doces lembranças! Nossos olhos agora vêem tantas cores, um arco-íris de cores que constatam o crescimento, o progresso incessante do nosso querido Pará.
         Comemoramos neste ano o sesquicentenário de Pará de Minas! Data marcante para todos, homens e mulheres de todas as idades, que de uma forma ou de outra, cada um no seu tempo, do seu modo, da sua forma, contribuíram e contribuem para que nossa cidade, hoje com mais de 80 mil habitantes, possa celebrar com orgulho este momento de prosperidade e desenvolvimento, que culmina com seus 150 anos.
         Pará de Minas é uma cidade em desenvolvimento, cidade feliz, promissora, com gente que trabalha, que se congrega em torno dos seus interesses. É impossível não se orgulhar de aqui ter nascido, de viver nesta terra hospitaleira, fértil e que, seguramente, apresenta hoje e para o seu futuro perspectivas de oportunidades de trabalho e de emprego. E assim, revelada, a cidade é história viva de um povo que aqui chegou, nasceu e se propôs a fazer deste lugar seu verdadeiro lar, seu presente e seu futuro, uma cidade exemplo.
         As pessoas que administram e movem toda a nossa sociedade formam uma corrente humana; elos que são, não se cansam, não se intimidam diante de novos desafios, cada um no seu segmento, do prefeito ao gari, do pai de família à criança, todos fazem da nossa cidade a nossa alegria, o nosso orgulho.
         Feliz aniversário e parabéns Pará de Minas, força física do Centro-Oeste mineiro. Feliz caminhar, feliz progredir, feliz avançar!


* Rita de Cássia Carvalho de Almeida é poeta e professora. À pedido da direção do Museu Histórico de Pará de Minas, em 10 de agosto de 2009 escreveu este texto para ser inserido na exposição “Pará de Minas, 150 anos. Uma trajetória de fé e trabalho da nossa gente”. O texto, gravado na bonita voz de Myrtes Pereira, embala antigas fotografias da cidade que desfilam em um movie maker produzido para a ocasião.
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