Museu Histórico de Pará de Minas

Paróquias de Pará de Minas

            Criada em 1846, a Paróquia Nossa Senhora da Piedade foi a única até 1966, ano da instalação da segunda. Atualmente, são seis as paróquias de Pará de Minas:

1. Nossa Senhora da Piedade: criada pela Lei Provincial Nº 312, de 08 de abril de 1846. O primeiro vigário 
    foi o Padre Luiz Machado de Castro.

2. São Francisco: instalada em 17 de abril de 1966. O primeiro vigário foi o Revmo. Padre Frei 
    Leopoldo Lafeber.

3. Nossa Senhora Auxiliadora: criada em 17 de maio de 1986. O primeiro vigário foi Padre Hernane José
    Ferreira.

4. São Pedro: instalada em 19 de fevereiro de 1994. O primeiro vigário foi o Padre Geraldo Gabriel de
    Bessa.

5. Imaculada Conceição: instalada em 25 de março de 2000. O primeiro vigário foi o Monsenhor Osvaldo
    Ribeiro Lage.

6. Santo Antônio: instalada em 13 de junho de 2008. O primeiro vigário foi o Padre Jair Simão.



    Fonte: Arquivo Muspam

Querido Pará

                                                                      Querido Pará,

          Não leves a mal que te chame assim, simplesmente “Pará”, nesta linguagem que pretende ser doce e familiar. “Pará de Minas” ficaria um tanto cerimonioso nesta saudação em que se extravasa o afeto que se aninha em nossos corações e te cultua como nossa patriazinha querida, nosso berço amorável.
          Devagarinho, devagarinho, saíste do casulo incrustado nas verdes matas de Minas; de mísero arraialzinho subiste à categoria de vila e num fechar e abrir de olhos te transformaste na urbe simpática, berço de gente de índole forjada no trabalho e na inteligência, vultos que engrandecem a história de Minas e do Brasil.
          Pelo esforço de teus filhos e habitantes, não te transformaste em frio retrato na parede, tal a alegoria drummondiana. Agigantaste teus passos e, com a discrição de tua têmpera, seguiste a senda do progresso.
          Comemoras, neste tempo, teu sesquicentenário. Faz um século e meio que conquistaste tua alforria político-administrativa e te tornaste a promissora Vila do Pará.
          Para registrar fato assim auspicioso, nosso Museu organizou, com muito empenho, esta exposição comemorativa de teu aniversário. Ela quer ser o retrato fiel do fluir de tua vida ao longo destes cento e cinquenta anos de labor e sonhos.
          Os visitantes, certamente, se extasiarão com o perfil que traçaste para ti mesmo como comunidade ordeira, vocacionada para o trabalho e o progresso.
          Que eles percorram  todas as mostras e, ao descobrir fotografias, peças e documentos, recebas, de todos, esta confidência tão simples, tão anunciada, mas profundamente sincera:            
                                                            NÓS TE AMAMOS!
                                                            NÓS TE ADORAMOS!
                                                            NÓS TE LOUVAMOS!

                                                                                                     Pedro Moreira


Texto do Professor Pedro Moreira para a exposição "Pará de Minas, 150 anos. Uma trajetória de fé e trabalho da nossa gente", inaugurada em 25.11.2009.

Pará de Minas, Patafufo de outras eras

                                                                           Rita de Cássia Carvalho de Almeida*

        Comemorando o Sesquicentenário de Pará de Minas, passa pelos nossos olhos a história de 150 anos da nossa cidade toda registrada em fotos antigas, em preto e branco, cenas de fatos contados e, talvez até por alguns, já vividos, de um arraial que com o passar dos anos se espreguiça em confortável crescimento.
        A saudade existe, mesmo para quem não viveu nas ruas empoeiradas do nosso Pará antigo, porque cada um traz consigo recordações de casos ouvidos na infância por nossos antepassados e até mesmo quando andando pelas ruas de Pará de Minas, observamos as poucas construções que resistiram ao tempo. É impossível não nos remeter ao passado, à infância, e relembrar cenas que nos fizeram felizes e nos marcaram; imaginamos e relembramos casas construídas de formas tímidas em pontos distantes que foram formando aos poucos uma acolhedora e familiar cidadezinha do interior, que abrigou entre suas serras e montanhas aconchegantes os que chegaram, formando nas casas, famílias determinadas a enraizar neste chão valores e tradições. Então, sabemos da construção da capela, uma singela construção onde os primeiros moradores firmaram a força religiosa e a fé inabalável, que caracteriza as pessoas deste lugar.
        As famílias se formaram, ternamente foram se entrelaçando e a população da nossa cidade foi crescendo, exigindo a organização física do Pará: uma rua principal, nossa Rua Direita, era como jardim florindo, pequenas casas, solares, portas comerciais. Foram chegando as indústrias, os teares, as escolas, a farmácia e, na Serra de Santa Cruz, o Cristo, tudo que é necessário para um povo de bem morar. Esse espaço ia ficando tão lindo, com gente indo e vindo, animados e orgulhosos da beleza do Pará.
         A vida corria assim, leve e sem pressa; ficou na memória de muitos o som do sino da matriz, o apito do trem e a buzina da carrocinha de pão. E a gente pensa agora como deviam ser bonitas as paradas do Sete de Setembro e do aniversário da cidade, uniformes impecáveis das normalistas e dos rapazes do imenso Colégio São Francisco, do passeio na praça depois da missa, onde homens e mulheres, moças e rapazes exibiam com elegância seus melhores ternos num papo descompromissado.
         Lembramos das cadeiras nas calçadas, dos jogos nos campos de futebol, das senhoras sempre passando com véu e terço na mão, das missas na Matriz, porque não podiam se esquecer da fé e da oração. Pará de Minas naquela época era uma princesinha linda, encantando nosso olhar.
         Nasceram aqui, personalidades inesquecíveis no Estado e na Nação. Personalidades de todos os segmentos foram aqui embaladas por cantigas de ninar; fortes políticos, médicos capacitados, advogados brilhantes, engenheiros inteligentes, professores notáveis e jornalistas memoráveis, inúmeros homens simples e modestos, que mesmo sem formação, deixaram imensa contribuição, legados respeitáveis por gerações e gerações.
         Religiosos zelosos tivemos a benção de conviver e, sobretudo, com muitas pessoas com a sensibilidade à flor da pele, os artistas da terra, atores, cantores, escritores e poetas. Pará de Minas é, na verdade, um berço a receber pessoas sensíveis que encantam na sua maneira de ser, sentir e pensar.
         O tempo foi passando e o modesto crescimento acelerou (era preciso). Pará de Minas crescia a olhos vistos, coloria-se de construções, de avanços necessários; ruas abriam-se, escolas e mais escolas eram criadas, a população aumentava e era imprescindível que a organização de antes não se afastasse deste lugar. De princesinha do Oeste mineiro, Pará de Minas ia se revelando Cidade Rainha. E como mágica, como alguém que vai ali e volta já, a gente olha o Pará, percebe que o tempo passou.
         Os anos passados agora são recordações e doces lembranças! Nossos olhos agora vêem tantas cores, um arco-íris de cores que constatam o crescimento, o progresso incessante do nosso querido Pará.
         Comemoramos neste ano o sesquicentenário de Pará de Minas! Data marcante para todos, homens e mulheres de todas as idades, que de uma forma ou de outra, cada um no seu tempo, do seu modo, da sua forma, contribuíram e contribuem para que nossa cidade, hoje com mais de 80 mil habitantes, possa celebrar com orgulho este momento de prosperidade e desenvolvimento, que culmina com seus 150 anos.
         Pará de Minas é uma cidade em desenvolvimento, cidade feliz, promissora, com gente que trabalha, que se congrega em torno dos seus interesses. É impossível não se orgulhar de aqui ter nascido, de viver nesta terra hospitaleira, fértil e que, seguramente, apresenta hoje e para o seu futuro perspectivas de oportunidades de trabalho e de emprego. E assim, revelada, a cidade é história viva de um povo que aqui chegou, nasceu e se propôs a fazer deste lugar seu verdadeiro lar, seu presente e seu futuro, uma cidade exemplo.
         As pessoas que administram e movem toda a nossa sociedade formam uma corrente humana; elos que são, não se cansam, não se intimidam diante de novos desafios, cada um no seu segmento, do prefeito ao gari, do pai de família à criança, todos fazem da nossa cidade a nossa alegria, o nosso orgulho.
         Feliz aniversário e parabéns Pará de Minas, força física do Centro-Oeste mineiro. Feliz caminhar, feliz progredir, feliz avançar!


* Rita de Cássia Carvalho de Almeida é poeta e professora. À pedido da direção do Museu Histórico de Pará de Minas, em 10 de agosto de 2009 escreveu este texto para ser inserido na exposição “Pará de Minas, 150 anos. Uma trajetória de fé e trabalho da nossa gente”. O texto, gravado na bonita voz de Myrtes Pereira, embala antigas fotografias da cidade que desfilam em um movie maker produzido para a ocasião.
_____________________________________________________________________________________________________________________________

Entrega da restauração do1º livro ata da Câmara de Vereadores de Pará de Minas

entrega_livro_ata


              A Câmara de Vereadores de Pará de Minas viabilizou no ano do Sesquicentenário de emancipação político-administrativa do Município, a restauração do seu primeiro Livro Ata. O trabalho foi executado por Blanche Thais Porto de Matos, do Ateliê Marca d'Água (Belo Horizonte/MG), com aplicação de técnicas que seguem as normas e critérios de restauração vigentes internacionalmente. Técnica apurada, história da arte, química, ética e talento, unem-se à teoria do restauro para proporcionar os mais satisfatórios resultados profissionais.
             O livro, que estava em lamentável estado de conservação, foi salvo do incêndio ocorrido no prédio da Câmara do Pará em 1923. As marcas do triste episódio ficaram na capa, nas folhas ressecadas, com bordas escurecidas pelo fogo. Com a passagem do tempo, as folhas quebradiças foram soltando-se da lombada, desordenando-se, deteriorando-se, e a importante documentação teve que ser recolhida dos olhares investigativos e curiosos, evitando-se a perda total.
            O primeiro registro desse livro é a ata de instalação da Vila do Pará, em 20 de setembro de 1859, seguido das primeiras iniciativas da Câmara de Vereadores do recém criado município. O último registro é a ata da sessão da Câmara do dia 10 de janeiro de 1863.
           O Presidente da Câmara, Geraldo da Silva Sabino, ao ver a situação do relevante documento, atendeu à solicitação do Museu Histórico, com total aprovação dos outros vereadores, e promoveu a restauração da preciosa documentação. O contrato para os trabalhos foi assinado em 21 de agosto e, após 4 meses, em 18 de dezembro de 2009, a restauradora responsável pelo serviço, Blanche Thais Porto de Matos, fez a entrega oficial do livro ao Presidente Geraldo da Silva Sabino, que o repassou para a guarda do Museu Histórico, entregando-o à diretora Ana Maria Campos, durante cerimônia na Câmara Municipal.
           Estiveram presentes nessa cerimônia, o Prefeito Zezé Porfírio, o Vice-Prefeito Eugênio Mansur, a Secretária da Cultura Maiza Lage, a Diretora do Museu Ana Maria Campos, os vereadores Marcílio Magela de Souza, Silvério Severino, Renato Almeida, Vilson José dos Santos, vereador eleito presidente para a gestão 2010 da Câmara, a Presidente do Conselho do Patrimônio Municipal, Nanci Teixeira, Délio Alves, representando o Deputado Inácio Franco, representantes da imprensa (rádios, jornais e TV), e muitos outros interessados na recuperação do valioso livro.
A Câmara de Pará de Minas, com esse ato exemplar promovido pelo seu presidente, dá mostras da valorização da história e da memória, conhecimentos que nos dão segurança de pertencimento a essa terra querida e a esse povo amável, além de proporcionar o acesso à herança cultural para entendermos a formação do nosso território, da sociedade a que pertencemos.
          O gesto do Presidente Geraldo Sabino, representando todos os vereadores, além de seguir a Constituição Brasileira, artigo 23, que se refere à proteção de documentos, também promoveu o enriquecimento do patrimônio cultural de Pará de Minas, legado da história de nossa terra sesquicentenária. Tão valioso patrimônio será pesquisado e preservado pelo Museu Histórico para as futuras gerações.

Clique aqui e veja as fotos

 
Joomla extensions by Siteground Hosting